A Ikea, a loja de móveis mais COOL da Europa, tomou posse de alguns pontos de ônibus estrategicamente espalhados por Paris em Dezembro de 2010 e os transformou em verdadeiras salas de estar.
Uma idéia simples, barata, que poderia ser adaptada por alguma loja de móveis por aqui, ou quem sabe um livraria, ou loja de música, ou um plano de saúde, ou faculdade, sei lá, qualquer um.
QUEBRA TUDO no Ponto de Ônibus!
Guerrilha na veia!
Abraço!
Infelizmente aqui, roubariam tudo!
Uma dúvida:
Legal. Muito bom, inteligente.
Porém, imagine a mesma ação aqui no pais das ilusões: Um ótimo sofá no ponto de ônibus de algum bairro nobre da capital.
A peça seria depredada em questão de dias, senão horas, o que acabaria com o o seu esforço de marketing e, pior, passaria uma má impressão danada da sua loja.
A questão do “meia boquismo”, hábito mental de qualquer “brazuca”, é cultural e em vários níveis, tanto de dentro quanto pra fora.
Ou seja, mesmo existindo uma boa intenção, de fazer algo inusitado, diferente e inovador, alguém vai tentar levar ainda mais vantagem e vai acabar detonando sua boa, inteligente e altamente lucrativa iniciativa pela simples ansiedade autodestrutiva de sair sempre ganhando ou, já que não pode ter, destruir para que ninguém mais tenha.
Um exemplo é a propria Appstore, com aplicativos a 99 centavos e até mesmo free, valores que chegam a ser ridículos para um publico tão seleto e, mesmo assim, alguém deu um jeito de desbloquear os dispositivos móveis só pra baixar os aplicativos de graça.Ou seja, pelo simples prazer ou vaidade ou sei lá o que, de piratear (o que resultou esses dias num virus atras do outro para aparelhos com jailbreak)
Gostaria de tirar essa dúvida: como se manter motivado, com um sem numeros de manés que pensam que estão levando vantagem desbloqueando, destruido ou querendo levar ainda mais vantagem sobre você?
Breno, Este é o prazer dos caras, e o prazer de quem faz é fazer e cada vez melhor! é um clico.. rsrs
A idéia é show, no Brasil seria interessante já ter um business man no local.. com o produto..
Valeria a pena.. inovar é preciso.. sobreviver não é mais necessario
!!!!!!!!!
Realmente…
Aqui no braziu infelizmente o vandalismo impera e, parece que, quanto maior a cidade, pior é.
Mas isso tudo tem solução. E uma solução conhecida, um case aplicado e que deu certo e que é só os governantes “copiarem” da forma mais descarada possível.
Chama-se política de tolerância zero.
Nesse sentido, os metrôs de Nova Iorque vivam sendo depredados e o que a prefeitura fazia?
Preste atenção no estudo que motivou a política de tolerância zero de NY…
Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura de uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em Psicologia Social estudando as condutas das pessoas em cada sítio.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.
O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a ‘Teoria das Janelas Partidas’, a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor a criminalidade), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujidade das estacões, ebriedade entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão ‘Tolerância Zero’ soa como uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
Parece difícil?!?
NÃO.
Mas a politicagem brasileira será que permite isso?!? Eu acho que não. Falta no nosso país não políticos melhores, mas sim pessoas com boa vontade.
Vamos que vamos!
Enrico.
Mas cleber,
Qdo proponho soluções como essa aqui na empresa sou questionado exatamente assim. As pessoas gostam, sentem vontade de colocar em pratica, mas como existe o fator custo, acaba nao acontecendo pois levantam a hipotese de sermos roubados, depredados, da pra notar a decepcao no rosto das pessoas. Existe a vontade e a pro atividade de fazer diferente, mas existe um grande fator que chamo de síndrome do meia boca, que e muito mais externa do que nossa.
No caso do sofá, precisariamos repor as pecas pq fatalmente haveria destruição e o representante no local seria inviável, pois a ação funciona ali nas fotos justamente pq nao existe nenhum representante chato e inconveniente tentando fazer com q os clientes engulam o produto.
Uma opção seria colocar alguem pra tomar conta, de passando por um passageiro. Esse cara estaria também fazendo um relatório de feedback da ação, observando e
Anotando o comportamento e os comentarios da pessoas.
Se fosse no brasil, “davam cabo” desse sofá em um dia…
Ikea devia vir para o Brasil, cada coisa que vemos la fora deles…
enfim uma soluçao para algo assim aqui seria colocar uma camera pra filmar a açao de mkt, dai das duas uma, ou se lançam uma campanha de guerrilha bem legal ou fazem um video denuncia do tipo “nos tentamos e olha o resultado” 😀
Jordão,
SIIIIM a pergunta foi pra você. Você fez o post, gostaria de ouvir sua opinião sobre isso.