Paz através do Comércio 2.0.

Paraisopolis1

As melhores cabeças discutem idéias, as cabeças medíocres discutem eventos, as cabeças pobres discutem pessoas.

A globalização chegou a Paraisópolis. Êta povo feliz que chama favela de Paraíso!!! Ao som de muito pagode, e acompanhado do prefeito Gilberto Kassab, Michael Klein cortou o cordão umbilical da inauguração da 1a Casas Bahia das Favelas Brasileiras.

A favela de Paraisópolis fica no bairro do Morumbi em São Paulo, um dos mais chiques da cidade. A foto acima não é montagem. Ela mostra exatamente a realidade do país em que vivemos, milhares na classe AAA e milhões na classe ZZZ.

A melhor maneira de provocar a PAZ no mundo é através do sucesso do comércio.

O exemplo mais famoso do mundo é a Irlanda do Norte. Durante décadas, a violência dos terroristas do IRA matou milhares de pessoas até que a economia começou a melhorar. Em 1990, a República da Irlanda era um dos países mais pobres da Europa. Hoje é um dos países mais ricos e globalizados de todo o continente.

Como consequência do desenvolvimento da economia da Irlanda, o desemprego entre os jovens caiu de 30% no final dos anos 80 para menos de 3% hoje.

Ainda que alguém diga que o desemprego não gera violência, eu acredito que o ódio encontra casa na mente vazia de jovens que não tem nenhuma oportunidade pela frente.

A Irlanda do Norte é considerada uma das TOP10 nações mais livres economicamente de todo o mundo.

O cientista político da Columbia University Erik Gartzke aponta que a liberdade econômica é 50 vezes mais poderosa que a própria democracia para diminuir a violência no mundo. As suas pesquisas incluem a redução do número de guerras civis como consequência do aumento da liberdade econômica. Além disso, o comércio bilateral é uma excelente maneira de reduzir conflitos – quando duas nações estão fazendo negócios entre si, dificilmente entram em guerra.

Pela primeira vez desde o início do Capitalismo, ativistas sociais e outros bichos consideram o comércio como a melhor ferramenta para acabar com a miséria e violência no mundo. Se você ainda não acredita nisso, só porque uma tal de crise ronda o mundo nesse momento, é melhor você rever os seus conceitos. A paz baseada no comércio é uma realidade. Sai o nacionalismo e a violência, entra o comércio e a paz.

O cientista político Adam Przeworski examinou a experiência de 139 países durante quatro décadas… a probabilidade de uma democracia cair nas mãos de um regime ditatorial é 4x maior se o PIB do país estiver decrescendo ao invés de evoluindo. O seu estudo mostra que toda vez que a renda per capita dobra em um país, o risco do país experimentar golpes de estado ou algo do gênero reduz entre 50% e 70%.

Hitler chegou ao poder na Alemanha porque o país estava na miséria. A Alemanha estava na miséria porque os EUA havia entrado em depressão em 1929. Os EUA entraram em depressão em 1929 porque os intelectuais da época não acreditavam no Capitalismo como força propulsora do mundo, e pressionaram o governo americano para aprovar o Ato da Tarifa Smoot-Hawley que aumentou os impostos de cerca de 20 mil produtos no país, e levou os EUA a depressão. Ou seja, se os intelectuais, jornalistas, professores, artistas e educadores da época tivessem promovido o comércio como fundação para a paz mundial, o Holocausto não teria acontecido.

Nunca é tarde para mudar o mundo. O Capitalismo pisou em Paraisópolis.

Às 9h30 da última quarta, simultaneamente, as onze portas da loja foram erguidas ao som do Tema da Vitória, aquela musiquinha chatinha que embalava as vitórias Senna na F1. Uma queima de fogos toma o céu. Em seguida, no palco improvisado na entrada da loja, os integrantes do grupo Exaltasamba surgem em cena, levando a platéia ao delírio. O show dos pagodeiros foi o desfecho de uma operação iniciada há um ano para instalar em Paraisópolis a primeira das 550 lojas da rede dentro de uma favela. Após adquirir o terreno de 1 500 metros quadrados na Rua Ernest Renan, principal via comercial da região, a diretoria das Casas Bahia procurou a prefeitura e conseguiu antecipar obras de saneamento ali. Outra negociação resultou em uma espécie de "caminhão do Michael Klein". A União dos Moradores de Paraisópolis recebeu mais de 100 produtos. "Perguntamos o que poderíamos fazer para melhorar a vida deles", conta Klein. "Pediram alguns eletrodomésticos e nós doamos."

A catadora de lixo Conceição Santos Pereira, de 29 anos, ganhou TV, geladeira, armário e panelas. "Um incêndio destruiu minha casa há dois meses", lembra. Em busca de ajuda, procurou a associação e foi atendida. Segundo o presidente da União dos Moradores, Gilson Rodrigues, cada uma das quinze salas de aula do projeto de alfabetização mantido pela entidade ganhou um rack, uma TV, um DVD e um computador. Os demais produtos da lista foram distribuídos "apenas aos mais necessitados", como era o caso de Conceição.

Além da despesa com os presentes, cujo valor não foi divulgado, a empresa gastou mais 2 milhões de reais para pôr em funcionamento a nova unidade. A expectativa da rede é faturar 1,5 milhão de reais por mês com as vendas em Paraisópolis – número semelhante ao das filiais de Pinheiros e Santo Amaro. Cercada por edifícios residenciais de luxo, a favela se estende por 800 000 metros quadrados e reúne 60 000 habitantes com renda familiar de 1.245 reais. Estima-se que existam ali 2 000 endereços comerciais, entre salões de beleza, locadoras, casas de materiais de construção e mercados. Mas não há uma só loja de departamentos. Justamente por isso, a novidade assustou algumas pessoas. "Chegamos a achar que poderia atrapalhar o comércio local", diz Rodrigues. Após um encontro com a diretoria da rede, ele – que garante não ter ficado com nenhum dos presentes – percebeu os benefícios relacionados à vinda do concorrente de peso. Entre janeiro e agosto, a prefeitura recuperou o asfalto no trecho próximo à loja. Instalou também novas tubulações de água e esgoto na Rua Ernest Renan, beneficiando as Casas Bahia e 300 residências. Apenas 30% dos 18 000 domicílios da favela, no entanto, estão conectados ao sistema de água e esgoto. Fonte: Veja SP.

Pelo jeito, vamos precisar de mais uma dúzia de Casas Bahia para conseguir que a prefeitura se mobilize para instalar tubulações de água e esgoto para 100% de todos os moradores.

Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz em 2006, fundador do Grameen Bank de Bangladesh, não está afim de esperar nada. Ele esteve em São Paulo na semana passada. Durante a sua palestra disse:

“Tudo o que fazemos é por convicção. Existe uma massa muito grande de pessoas que não têm oportunidades. O crédito tem que ser um direito universal. Eu gostaria de poder chegar a um futuro em que as pessoas só conhecessem pobres como uma peça de museu”, sintetiza Yunus.

Criando um Mundo sem Pobreza é o seu sonho, e as lições que você pode aprender com a experiência de Yunus em confiar nos pobres são:

1. Os pobres são capazes de resolver os seus próprios problemas – a necessidade de sobrevivência lapidou suas habilidades.
2. Os pobres geralmente precisam de poucos recursos para sair da pobreza. Eles estão acostumados a fazer mais com menos, e irão expandir os seus negócios com muita frugalidade.
3. Muitos pobres são pobres porque são explorados por aqueles que emprestam dinheiro a juros proibitivos. Ao fornecer crédito barato, você pode ajudar os pobres a sair da pobreza.
4. Ao ajudar uma família inteira a sair da pobreza, você pode ajudar essa família a sair da miséria permanentemente através de mais dinheiro, economias, capital, melhores condições de vida, e educação.
5. Ao focar os esforços em ajudar as mulheres pobres, os recursos são usados de maneira mais efetiva. 98% dos clientes do banco de Yunus são mulheres.
6. Mulheres pobres são excelentes pagadoras.
7. Algumas necessidades não podem ser atendidas sem adicionar habilidades que os pobres não possuem (tais como desenvolver alimentos nutritivos), mas que empresas como a sua possuem e podem prover.
8. Alguns líderes de empresas bem sucedidas estão investido tempo e dinheiro para fazer a diferença para os pobres criando novas empresas para resolver problemas importantes que matam os pobres (doenças crônicas, má nutrição, e falta de comunicação).
9. Os negócios sociais usam menos recursos do que uma instituição de caridade ou um orgão do governo e trazem muito mais resultados.

Bangladesh testemunhou o seu nível de pobreza despencar nos últimos anos com essa iniciativa da Yunus. A taxa de pobreza caiu de 74% em 1974-75 para 40% em 2005. A taxa ainda é muito alta, mas o avanço é grande, se você considerar que o país não tem qualquer vantagem natural além da ingenuidade e trabalho duro do seu povo.

O banco de Yunus não é uma ONG, é uma empresa social. Yunus não distribui esmola, ele dá oportunidades para as pessoas se virarem sozinhas. Yunus não é um economista de teorias falidas, mas um pragmático pé no chão que resolve problemas. Como resultado, milhões sairam da pobreza através do comércio.

Ao invés de perguntar, "Quanto dinheiro podemos ganhar com isso? Você deveria perguntar, "Quanto podemos beneficiar a sociedade com esse dinheiro?".

Deixe o cinismo de lado, não é ficção científica, é a Paz através do Comércio.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Paraisopolis4

15 comentários em “Paz através do Comércio 2.0.

  1. As melhores cabeças discutem idéias, as cabeças medíocres discutem eventos, as cabeças pobres discutem pessoas E AS CABEÇAS ILUMINADAS DISCUTEM CARÀTER OU MELHOR, DISCUTEM AUSTERIDADE!!!
    Bom post!

  2. Hoje olhei no saco de meias e não tinha mais nenhuma limpa. Havia separado semana passada umas roupas para doar e jogar fora. Fui a pilha e tive que resgatar uma meia furada pra vir trabalhar hoje. O que isto tem a ver com este post? Tudo.
    Outro dia, lendo uma entrevista de um cara analisando a Coca-cola ele disse que eles não faziam publicidade estimulando crianças abaixo de 4 anos a consumir o produto, porém, a necessidade de mercado fez esta regra cair para “abaixo de 2 anos”.
    Meus Caros, não se iludam: o capitalismo é dissimulado. Assim como eu fiz hoje com a meia e a coca-cola fez com as crianças, as casas Bahias estão necessitando desesperadamente de crédito e por isto começam a apelar para mercados antes impensáveis.
    São tão dissimulados, que misturam o nome do Adam Przeworski (marxista até a alma) no artigo para tentar “validá-lo” (se ele soubesse disto provavelmente processaria o autor).
    Jordão, não tem cavalo. O Capitalismo foi salvo em 1929 pelo Keynes mas hoje, depois desta crise, ou ele revê seu modelo desumano de exploração, ou morreremos todos abraçados.
    Forte abraço,
    Gabriel Peixoto

  3. Acho que você está dando o nome de Comércio a algo que não é comércio. Nessse contexto, sei lá o que significa paz (espero sinceramente que você não esteja chamando a opressão de Paz). Só dá pra imaginar comércio, em uma sociedade capitalista, com o termo lucro associado a ele. Só há comércio porque há lucro (informações assimétricas, os dois lados que comercializam não tem as mesmas informações, sempre há informações privilegiadas para um dos lados). Logo, não é óbvio que o comércio É a causa da desigualdade econômica daqueles que comercializaram? Só não seria se existisse escrúpulos e limtes para o lucro, mas para o capitalismo isso é carta fora do baralho. Não existe capitalismo, como conhecemos, que limite o lucro…maximizar o lucro é o objetivo de uma empresa (muitas empresas sacrificam o lucro no curto prazo para tê-lo, mais ainda, no longo prazo, mas o objetivo É maximizar o lucro).
    LAF,
    PS: os números, devidamente torturados, confessam qualquer coisa.

  4. A guerra que vivemos nas grandes cidades é consequencia direta da impossibilidade de consumo por uma parcela da população. Acho que disso ninguém duvida! Havendo o acesso ao consumo, há paz. A gente não que quer só comida. A gente quer comida, DVD e tênis nike.
    Uma coisa indiretamente relacionada: Nunca, companheiro, na história deste planeta, houve uma guerra entre duas democracias.

  5. A Casas Bahia tem sua razão em implantar uma loja numa favela, com certeza terão e deverão ter lucro nessa operação.
    Será que é por desespero que estão indo para uma favela?
    Há tempos vem-se falando do poder de consumo das classes C e D, a chamada base da pirâmide.Vender para estas pessoas não é oportunidade de negócios?Eles não podem ter acesso ao crédito e ao consumo?Uma empresa não pode ter lucro ao vender para esta grande fatia de consumidores?
    Exploração?
    De quem?
    Dos trabalhadores?
    Uma loja desse porte cria muitos empregos, muitos novos empregados podem ser moradores da região que estavam há tempos esperando uma oportunidade.E podem ter certeza com salários dignos e melhor vindos de uma fonte LEGAL, não do tráfico de drogas ou qualquer outra forma ,sim, de exploração da desigualdade social.
    Gente um empreendimento deste porte trás coisaS que não têm preço:
    DIGNIDADE,DIMINUIÇÃO DO PRECONCEITO,OPORTUNIDADES.
    Marco

  6. Creio, e os professores poderão me corrigir se estiver errada, que duas coisas bastante contraditórias estão sendo colocadas neste post como se fossem a mesma coisa.
    Será que podemos considerar liberdade econômica e livre acesso a bens de consumo o processo de crédito das Casas Bahia, que joga absurdos juros de mais de 200% no parcelamento de 15 a 24 vezes de seus produtos? Não, isso não é liberdade econômica. Isso nada mais é do que a repetição do velho modelo de exploração econômica que, desde quando acabou a escravidão, é praticado no Brasil.
    Nossos antepassados, fossem negros alforriados ou imigrantes recém-chegados ao país, ficavam reféns de seus empregadores para poder pagar suas dívidas de passagem, alimentação, habitação, bens supérfluos e tudo mais que comprassem dos poucos armazéns que vendiam a crédito, e que, não por acaso, pertenciam exatamente aos donos das terras onde trabalhavam.
    A chegada das Casas Bahia e de todas as outras grandes empresas que serão levadas às favelas por conta da necessidade de atendimento deste consumo (ou seria necessidade de exploração deste consumo?) será sempre neste modelo colonial de exploração econômica.
    Longe de ser socialista, longe de levantar bandeiras marxistas. Caindo bem na real, ao falar do modelo de crescimento econômico da Irlanda, Ricardo – tenho imenso respeito por suas redações e acho imensamente admirável sua disposição de compartilhar suas opiniões e conhecimento conosco, acho – assim bem humildemente mesmo, acho que você está analisando muito superficialmente a liberdade econômica.
    A Irlanda cresceu e desenvolveu sua economia na mesma proporção, dando oportunidades iguais para o acesso aos bens, não permitindo o comprometimento criminoso dos ganhos de sua população com o pagamento de juros de financiamento.
    Desconheço nações que sejam livres economicamente e que se utilizem do modelo de exploração praticado no Brasil e em todos os “países em desenvolvimento” (essa é outra expressão estranha, se estão em desenvolvimento, por que estes países continuam com a grande massa popular subdesenvolvida, distante dos equipamentos urbanos utilizados pelos que já alcançaram o desenvolvimento?).
    Passou da hora de questionar o modelo econômico, o Estado, enquanto agente regulamentador, árbitro deste jogo, precisa impor as regras para que todos possam jogar e competir com as condições que tiverem. Evitar que os grandes passem como rolo compressor em cima dos pequenos é algo feito desde sempre pelas nações livres!

  7. Ah (sei que o comentário ficou imenso, mas faltou comentar), não estou desconsiderando a criação de empregos e a geração de renda direta e indireta que a chegada das Casas Bahia em Paraisópolis. Só não acredito que traga muita paz, uma vez que a renda gerada só servirá para pagar as prestações de cinco ou seis móveis comprados nesta mesma Casas Bahia.
    As escolas, o saneamento, os PSFs continuarão do mesmo jeito, recebendo a mesma verba federal sem que o Grupo Casas Bahia contribua efetivamente para a elevação dos indicadores sociais dessa área.
    Lucro é bom e eu gosto, mas todos que comentam aqui parecem partilhar da opinião que quanto maior o lucro maior a responsabilidade social, e responsabilidade social muito pouco tem a ver com a simples doação de 100 eletrodomésticos.

  8. As pessoas roubam e matam para ter um tênis nike porque acham que só assim podem ter dignidade. Isso é marketing. E quando todos tiverem tenis nike surgirão outras “necessidades” de consumo. Isso não é sustentável. A sociedade capitalista (que precisa ser reformada) está no ponto em que ter, mostrar que tem, É o que importa, não interessando os meios para conseguir. Isso é a guerra. O capitalismo precisa de reformas em sua filosofia de valor (eu acho que o modelo capitalista ainda é o melhor que conseguimos até agora em termos de civilização global) mas esse modelo simplesmente é insustentável. As casas bahia vão até a favela porque dá lucro (ponto!). E dá mais lucro e menos risco que estar em outro lugar (oportunidade)..se não fosse assim, ela estaria em outro lugar (ponto!). Pode parecer cruel (e é), mas o modelo atual é esse..uma ditadura do capital…engana-se quem acredita que é democracia (como disse, é o melhor que temos no momento), porque o capital move a opinião pública para onde quer (isso é tão óbvio que não sei porque estou escrevendo!). Eu acho engraçado conversar com pequenos empresários (eu sou um!), porque eles aderem tão fortemente às idéias conservadoras sem saber que estão disputando migalhas…eles estão mais para trabalhadores do que para empresários…
    LAF

  9. Giovana,
    Você está correta. Na Irlanda – assim como na Coréia do Sul – o que houve foi a distribuição do principal fator de produção (conhecimento) e não “programa de geração de renda e emprego”.
    As vezes fico impressionado com o analfabetismo do Jordão quando o assunto é política. Internacional então, nem se fala.
    Forte abraço,
    Gabriel Peixoto
    Giovanna, seus 03 comentários até agora foram matadores. Parabéns.

  10. Olha eu de novo! (Isso vicia!)
    Caro LAF, concordo com quase todas as suas cordas, só deixo passar a parte do marketing. Mesmo sendo marqueteira, assim no chavão mesmo, não acredito que marketing gere necessidades.
    Acredito sim que o despreparo dos profissionais de comunicação e a forma despreocupada que o governo utiliza a estrutura social com seus programinhas de “incentivo à identidade local” só reforçam o preconceito com aquilo que nos é mais regional e facilitam a mensagem que tudo que é de fora e caro é bom, tal como foi considerado o primeiro espelhinho europeu que chegou à mão do primeiro índio incauto.
    Mas acredito que uma identidade sócio-cultural fortalecida, que só pode ser assim transformada pela educação, traz o discernimento necessário para que a população entenda que melhor que o NIKE coreano é o made in brazil, e a partir disto, da valorização dos produtos nacionais, da desarticulação dos grandes oligopólios e do verdadeiro incentivo à cultura empreendedora (empreende quem pode e tem vontade, é empregado quem precisa.E não essa inversão medonha, onde empreende quem precisa e é empregado que pode.) é que eu, muito subjetivamente, tenho certeza que encontraremos a paz através do comércio.
    Giovana Caraciolo
    Biz addict

  11. Gabriel, obrigada! Mas você não está elogiando só porque eu estou discordando do Ricardo, né?!? hehehehe Dê-lhe o crédito de ter aberto a discussão.
    Isso já é em si um grande êxito.
    Mas gostaria muito que o Ricardo nos contra-argumentasse.
    Giovana Caraciolo
    Curiosa pra saber a opinião do Ricardo sobre as nossas opiniões

  12. Acho melhor esperar a marola abaixar!!
    Att..
    Enrico Cardoso.
    IMPRESSIONADO com os pseudosocialistas utópicos que acreditam na igualdade sem trabalho através da BONDADE DIVINA do Estado.

  13. Enrico, não posso falar pelo LAF ou pelo Gabriel.
    Mas eu corro longe do socialismo, só discordo dessa forma de comércio onde o grande é defendido pelas regras do mercado, enquanto os pequenos têm que se contentar em arcar com todos os ônus impostos pelo Estado.
    Sou contra o modelo do Estado pai do povo, que distribui Bolsa Esmola e só fomenta a miséria. O que eu quero mesmo, e aí pode até ser pseudosocialismo utópico se quiser assim chamar, é uma boa parte dos muitos bilhões gerados em vendas por essas Casas Bahia em Paraisópolis servissem para educar as crianças, fomentar as pequenas movelarias, abastecer as farmácias populares e, obviamente, criar empregos (falei empregos e não trabalho, porque detesto esses eufemismos para justificar velhos conceitos requentados) que paguem o justo e tragam desenvolvimento intelectual para os moradores desta comunidade. Isso é liberalismo econômico na veia, isso é paz pelo comércio!

  14. Quando vocês postam seus curriculos eu fico até com vergonha, mas como precisamos de coragem o tempo todo mesmo, la vai meu comment…
    A relação da Casas Bahia com sua carteira de clientes é algo curioso, pode não ser social, mas é afetiva. A forma como muitos cliente tratam a Casas Bahia impressiona as pessoas que trabalham lá, há muitas pessoas que chegam ao ponto de chamar a loja de “mãe”. É verdade, são vítimas de juros (que são altos, mais não tão altos quanto a Giovana comentou), mas são pessoas que tiveram a oportunidade de conquistar sonhos através de crédito facilitado.
    Enquanto a maioria que lê este comentário, pode comprar a vista ou cartão, muitos cliente da Bahia compram a muito tempo no crediário.
    Aliás, o crediário que muitos falam mal, é citado como exemplo em estudos, confiram em http://www.pnud.org.br/cidadania/reportagens/index.php?id01=87&lay=cid.
    Só quem já viu sabe como é, uma pessoa ter o sonho de ter um refrigerador, não ter comprovação de renda nenhuma, e sair de lá com um carnê (bem grande), mas com seu sonho realizado.
    Dessa forma percebo que a Casas Bahia pode até ter um lucro exorbitante, mas ela faz um papel que outras redes não fazem, seja social, ou capitalista, proporciona algo que outras lojas não proporcionaram aos atuais clientes da Casas Bahia.

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