
Qual é o sentido de estar vivo se você não vai pelo menos tentar fazer alguma coisa fodástica com a sua Vida?
Você acha mesmo que o seu chefe quer que você seja rico?
O plano não é te enriquecer como funcionário. O plano é deixar você gordo, cansado, dependente, e principalmente com medo de jogar tudo para cima para ir atrás dos seus sonhos.
Pois saiba que a melhor coisa que poderia acontecer com você é ser demitido.
A Disney como você conhece só existe porque o dono do jornaleco onde o Walt Disney trabalhava como desenhista mandou ele embora por incompetência.
A vida de funcionário destrói a capacidade criativa de qualquer santo. O Walt Disney já estava se achando fraco e incapaz de desenhar coisas legais por conta do trabalho maçante e mais-do-mesmo que ele fazia. Se não fosse pelo chefe dar um pé na sua bunda, a Disney nunca teria surgido.
As palavras “criatividade”, “coragem”, “ousadia”, “empreendedorismo”, “diversão” e “inovação” não fazem parte da descrição de cargo de praticamente nenhum cargo de nenhuma empresa que você conhece.
A possibilidade de pensar por si mesmo torna você humano. A possibilidade de sentir medo e alegria torna você humano. A possibilidade de imaginar o futuro torna você humano. A possibilidade de arriscar e errar torna você super humano.
Mas como funcionário você não é pago para fazer isso. Pelo contrário. Você é pago para ser um executivo. Executar planos, entregar, atingir resultados, pendurar o crachá no pescoço, disputar migalhas, e ir para casa de bico calado.
Olhe para o seu chefe e os amigos dele. Eles tem permissão para errar. Eles tem permissão para inovar. Eles tem permissão para sorrir, empreender e serem criativos. Eles sabem o quanto essas habilidades são importantes para o desenvolvimento de um ser humano e eles não se permitem levar uma vida sem praticá-las.
Enquanto isso, a sua condição de funcionário é uma ameaça sem precedentes ao espírito humano. Ao seu espírito.
Você precisa lutar contra isso.
1% da população mundial acumula nesse momento 50% de toda a riqueza do mundo.
As 85 pessoas mais ricas do planeta tem mais dinheiro que 3.5 bilhões de pessoas mais pobres.
O 1% da população capturou 95% do crescimento gerado depois da crise de 2009 enquanto o resto ficou mais pobre.
Qualquer crise, qualquer turbulência, qualquer terremoto, qualquer especulação política, econômica e social beneficia o 1% da população.
Mas não tem que ser assim.
Você precisa, o quanto antes, começar a trabalhar no seu Plano de Fuga.
Sim! Você vive em uma prisão mental da qual você precisa fugir.
Fugir desse estado pessoal vegetativo 100% consumidor, e se transformar em um produtor de alguma coisa.
Ao invés de consumir filmes, faça filmes; ao invés de ler livros, escreva alguma coisa; ao invés de frequentar uma faculdade, crie uma empresa; ao invés de andar de carro, vá de bicicleta ou transporte coletivo; ao invés de usar o Word da Microsoft, desenvolva o seu próprio processador de textos; ao invés de encher a pança com Doritos, coma uma maçã colhida de uma árvore plantada na região da sua cidade.
Nos EUA, na hora do “lanche”, 99% da população gasta 65% do seu dinheiro em restaurantes e 35% em supermercados. A vida de funcionário dificulta o jantar em família. No final do dia, todo mundo acaba pagando o dízimo para o McLixo ao invés de se debruçar sobre a pia da cozinha para fazer a própria comida.
Enquanto isso, 1% da população janta junto todos os dias com as suas famílias as oito horas da noite dentro das suas salas de jantares imensas com mesas para vinte lugares.
Eles sabem que o jantar em família alimenta a criatividade, a alegria, o empreendedorismo, o espírito humano e perpetua a sua dinastia ao se permitirem ter um tempo de qualidade para educar e preparar a cabeça dos seus filhos para o futuro.
Não faz sentido se ajustar a uma sociedade doente.
Você precisa virar produtor de alguma coisa.
Esse deve ser o seu plano de fuga.
Faça a sua própria empresa, a sua própria roupa, a sua própria comida, o seu próprio meio de transporte, a sua própria rede de relacionamentos.
Ou, incentive o seu vizinho a fazer algumas das coisas que você não conseguirá fazer para que vocês possam fazer negócios juntos e manter o dinheiro na comunidade onde vocês moram.
Deixa eu contar para vocês a história da Martine Rothblatt (que nasceu Martin). Filho de imigrantes judeus, de infância modesta, estudou direito por um ano. Não gostou e foi mochilar pela Europa e África. Comeu o pão que o diabo amassou.
Anos depois, fundou a Sirius Sattelite Company, ficou milionário e mudou de sexo.
Logo depois, a filha dela foi diagnosticada com uma doença grave de pulmão. Ela não pensou duas vezes – fundou uma empresa de biotecnologia e foi atrás do remédio. Hoje a filha toma os remédios que a mãe desenvolveu, e as duas trabalham juntas na mesma empresa.
Ou seja, ao invés de esperar pela boa vontade da Pfizer ou qualquer outro laboratório em desenvolver o remédio para a doença da filha, ela foi lá e fez. Virou produtora, ao invés de consumidora.
Just do it!
Você está com medo?
De quê?
Medo de fracassar?
Erro não é fracasso; é a vida te dando feedback. É a Vida conversando com você. Nada melhor do que ter a Vida conversando com você.
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim. E Você?
Artigo Top ! Essa é a situação de milhares pelo mundo. Temos que pensar nesse plano de fuga, chega dessa babaquice corporativa e “baba-ovismo” empregatício. O ruim é quando olhamos para o lado e vemos que as pessoas não tem essa noção, acham que estão com a vida “ganha”, e enquanto isso, passou 5, 10, 15 anos… dia após dia, seguindo a sua rotina medíocre (na média).
´ØTIMO texto….abraços
Me desculpe Jordão mas esse texto que você escreveu é simplesmente fantástico!!!!!Obrigado!!!
Quando me deparei com o seu parágrafo que diz que o “erro não é fracasso; é a vida te dando feedback”, fiz uma releitura de alguns acontecimentos na minha vida. É engraçado como nossa percepção das coisas pode ofuscar a visão e nos deixa paralisados, sem reação.
Muitas vezes interpretamos algo que nos acontece como um problema, como se nada desse certo, vitimando-nos e nos posicionando como incapazes de reagir as circunstâncias. Quando na realidade, é apenas uma questão de atitude!
Essa sabedoria vêm com o tempo, reflexo do amadurecimento, ouvir àqueles que de uma maneira ou outra já passaram pelo mesmo trajeto, ou ainda, por tentativa e erro.
Precisamos romper a inércia. Agir, mesmo na incerteza de onde isso nos levará. 10% irão acontecer involuntariamente, os outros 90% quem determina, somos nós.
Entendo o que apresenta e como apresenta. Fez-me lembrar do dia em que como funcionário em uma multinacional me ofereci para reduzir minha carga horária e no outro período montar uma empresa de treinamento, pois era uma demanda grande naquele momento. A empresa recusou, então oferecí-me para sair da empresa e montar uma empresa de treinamento e novamente a empresa recusou, disse que caracterizaria continuidade. Saí mesmo assim e desde então já fali 2 vezes, mas atualmente não estou entre os 1%, mas certamente entre os 5% e já vendemos cursos para mais de 1 milhão de pessoas.
Bem, até aqui este depoimento poderia ser perfeito para sua exposição e somar aos argumentos, mas também aprendi com meu pai que fez o caminho inverso a ser feliz e sentir-se super humano.
Recordo-me da metáfora do pescador que após muita insistência de um empreendedor em querer torná-lo empreendedor recebeu a pergunta, mas moço, para que devo pescar mais, montar frota, ficar rico? E então o empreendedor disse: Para fazer o que você gosta! Então ele a beira do lago, com sua varinha pensou e respondeu: Ora! Eu gosto de pescar, nossa, que trabalheira para fazer o que já faço e o pior, quanto tempo terei de deixar de fazer o que gosto? Não, não quero…
Meu pai faleceu aos 59 anos de um cancer e agradeço todos os dias que ele tenha feito a escolha que fez, pois sei o quanto ele pode ser feliz. Respeito profundamente meus funcionários como parte de minha família, penso neles como desejo que eles pensem sobre mim e deixo claro que todo dia eles podem escolher qualquer caminho e todos poderão levá-los a uma vida criativa, feliz, humana e que se possível sempre apoiarei e compartilharei o que aprender nesta vida e peço que façam o mesmo, pois isso é fazer negócio com o que está ao seu lado, é compartilhar de amor. Ainda ontem assistir um programa na TV em que uma pessoa dizia que a verdadeira força está na serenidade enquanto se pisa na cobra, como o faz na imagem de Nossa Senhora das Graças. Talvez não precisemos quebrar tudo, concordo plenamente quando diz que todos devemos nos tornar produtor de alguma coisa, mas ser funcionário também oferece esta oportunidade com outros benefícios que também podem levar a um caminho de felicidade.
Cara, parabens pelo artigo. Muito inspirador. Fala direto pra mim, pras minhas ideias e momento da vida. Estou passando por uma transicao profissional, larguei a vida de bancario e estou empreendendo e aprendendo apesar dos poucos recursos financeiros. Mesmo assim to mais feliz.
So tenho a agradecer pela inspiração e motivação. Vejo que estou no caminho certo cada vez que me identifico com algo assim. “I´m not the only one”
Grande abraço !!
Vanádio
Me fez lembrar a música “Crazy” do Seal, realmente precisamos de mais pessoas que queiram voar. Acredito nisso.
Mas também, ao ler o artigo, penso que esse modelo precisa mudar: dono/chefe/funcionario.
Eu estou numa empreitada há mais de 8 anos tentando fazer isso. Trabalho com desenvolvimento de sistemas de business intelligence e, tendo contato com os mais diversos tipos de empresas e pessoas, percebo quanto esse modelo está esgotado.
Ser chefe é bom, ser dono do seu negócio é bom também, mas uma hora precisará de funcionários.
A minha proposta de trabalho para meus parceiros (não gosto de chamá-los de funcinários) é entrar em sociedade em qualquer projeto. Desta forma o profissional, quando inicia o projeto, é funcionário e automaticamente sócio. Quando ele abrir uma oportunidade dentro do projeto ganha participação por uma alocação de um novo profissional. então ele desempenha suas funções, como um funcionário, e, quando usa sua capacidade de empreendedorismo, ganha por isso. E não estou falando da ridícula PLR, se ele abrir um novo projeto pra 20 novos consultores, ele irá ter participação real e enquanto o projeto durar.
Eu acho uma proposta ótima, mas sabe o estranho? Normalmente tenho problemas pois o cara quer ser um funcionário. Quer carteira assinada, quer segurança, quer ser o “martela-prego”.
Isso é, em parte, justificável, pois pertencer ao 1% dos mais ricos, aqui no Brasil, subentende passar pela classe média, que, ao meu ver, é o corredor polonês para ser aceito no seleto grupo dos 1%… É pra fazer o lutador de MMA mais preparado, chorar. E, por outro lado, seguimos a máxima de “mais vale um passáro na mão…”.
Então, mundo afora vemos casos de sucesso de quem saiu do nada, ralou e conseguiu. Já aqui no Brasil, vemos casos de pessoas que ralou, ralou, ralou e hoje está todo esfolado…
Como podemos sensibilizar o brasileiro a mudar essa cultura do ganha-ganha?
Gostaria de conhecer casos que deram certo, as cooperativas sempre me pareceram uma boa alternativa, até o governo começar a boicotá-las, ao meu ver, pra aumentar o corredor polonês que te leva ao 1%. Que leitura vc me indicaria, Ricardo?
Cara, essa mensagem não poderia vir em melhor momento, obrigado.