Me ame quando eu menos mereço porque é nessa hora que eu mais preciso.

Me ame quando eu menos mereço porque é nessa hora que eu mais preciso.

Vender para quem todo mundo quer vender é fácil, se relacionar com quem quem todo mundo quer se relacionar é moleza. Eu quero ver você amar aquele que menos merece quando ele mais precisa. Você está pronto para isso?

O telefone toca na mesa do Vice-Presidente de Marketing de uma das maiores redes de varejo do Brasil. Ele acaba de voltar do almoço e está olhando para a emergente Vila Olímpia em São Paulo do alto do décimo sétimo andar do seu escritório localizado no topo de umas das novas torres de mármore do bairro. Por se tratar de uma ligação externa, a chamada é automaticamente redirecionada para a mesa da secretária.

“Empresa ABC, Cristina, bom dia!”,  responde a Gerente de Consultoria Pessoal da Diretoria (a menina não gosta de ser chamada de secretária).

“Oi Cristina, tudo bem com você?”, anuncia a voz carregada de sotaque nordestino do interior do cabra da peste.

“Olá?”, responde seca e surpresa.

“Cristina, eu estou te ligando hoje porque no próximo dia 5 de Junho eu estarei em São Paulo liderando uma missão comercial que vai levar 30 empresários do interior do Rio Grande do Norte – aqui de Mossoró –, para conhecer os negócios em São Paulo. Eu gostaria de aproveitar a oportunidade e levá-los até o seu escritório para fazermos um pequena tour de três horas de duração pelas suas instalações, conhecer os seus principais executivos, aprender as suas melhores práticas, ouvir a opinião dos seus diretores sobre as tendências do mercado, e trocar informações sobre São Paulo, o Brasil e Mossoró. Será que vocês tem um horário no próximo dia 5 de junho para receber o nosso grupo no seu escritório?”

(Essa é uma história REAL vivida por mim 60 dias atrás).

Qual você acha que foi a resposta que eu recebi da secretária?

Responda essa pergunta pensando no que VOCÊ faria.

Você pararia tudo que você está fazendo para compartilhar informações estratégicas da sua empresa com um grupo de empresários que você não conhece vindos de uma terra que você nem sabe onde fica?

Eu tenho certeza que a sua resposta politicamente correta para esse mundo politicamente correto e CHATO em que estamos vivendo hoje seria:

“Opa! Claro que eu receberia! Eu pararia tudo que eu estou fazendo, cancelaria todas as reuniões importantes já marcadas, tiraria uma ou duas noites para atualizar os slides da apresentação da empresa, reuniria as melhores práticas, e compartilharia de coração aberto todos os nossos números, pesquisas de mercado, nossos acertos e falhas com a turma de Mossoró!”

Até parece.

Comigo você não precisa usar máscara corporativa. Seja honesto.

Fala sério, você ia esnobar a galera de Mossoró; você ia  tirar o maior sarro da cara dos caras; você ia inventar alguma bela desculpa furada para dispensar a galera educadamente. Talvez pedisse para a Gerente de Coaching para Diretores Adjuntos da Diretoria enviar uma cópia em PDF do Relatório Anual da empresa junto com um chocolate, e assunto encerrado. Você tem mais o que fazer na Vila Olímpia do que receber uma turma de zé ninguém do interior do Rio Grande do Norte.

Tem consultor, professor, apresentador de televisão e executivo brasileiro falando que chegou a hora do Brasil ensinar “biuzines” para o resto do mundo.

Eu vou fazer um favor para os brazucas que estão escrevendo livros sobre o jeito brasileiro de fazer “biuzines”, e sugerir um título para um dos capítulos mais importantes do livro:

“Executivo brasileiro é arrogante e não recebe absolutamente ninguém que ele não conhece.”

Tá duvidando?

Então tenta falar no telefone com qualquer um dos caras que aparece em alguma das reportagens da Revista Exame dessa quinzena.

Eu pago 100 reais se você pegar um dos caras no telefone,  200 reais se ele responder ao seu email, 500 reais se ele te receber para uma reunião de negócios.

A pança egocêntrica dos caras já é enorme, depois que saem na Revista Exame não vale né?

Os caras não recebem ninguém. Os caras não estão nem ai para o desenvolvimento de novos REAIS negócios. Os caras esnobam o que eles não conhecem. Os caras querem faturar o máximo agora, tirar pedido prá ontem, ganhar dinheiro imediatamente. Dane-se todo o resto.

E ainda se orgulham de dizer que esse é o estilo brasileiro de fazer negócios.

O que esperar dos mega-empresários brasileiros, quando o supra-sumo dos caras – Eike Batista – tem como meta ser o cara mais rico do mundo?

Você acha mesmo que o Bill Gates, Warren Buffett, Steve Jobs, Sam Walton, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos – os supra-sumos do capitalismo “imperialista (segundo os imbecis da esquerda brasileira que não entendem NADA de capitalismo) tinham em mente serem os caras mais ricos do mundo????

É phoda!

Voltando a minha histórinha, a secretária transferiu a minha ligação para o Vice-Presidente de Marketing; eu consegui marcar a visita dos 30 empresários na empresa. Durante a visita nós tivemos acesso as mais incríveis informações estratégicas que podíamos imaginar. Nós tivemos a oportunidade de conhecer as suas melhores práticas, os seus erros, os números, os investimentos; nós visitamos as suas instalações, eles responderam a todas as nossas perguntas, e ainda ganhamos brindes da empresa.

“Mas Ricardo, você não acabou de dizer que os caras não recebem? O que você fez para conseguir a visita?”

Bom, eu não fico em Mossoró, e eu não liguei para um cara na Vila Olímpia.

Eu fico em São Paulo, e liguei diretamente para o Vice Presidente de Marketing da maior empresa varejista de brinquedos do mundo, a Toy R Us que fica em Nova Iorque nos EUA.

Eu nunca tinha visto o cara na minha vida. Ele nunca tinha ouvido falar de mim. Eu simplesmente peguei o telefone e liguei. O cara atendeu no segundo toque, eu expliquei as minhas intenções exatamente como descrevi acima, e 60 dias depois lá estávamos eu e um grupo de 30 brasileiros em Nova Iorque ouvindo o Vice Presidente de Comércio Eletrônico Mundial da Toy R Us compartilhar todas as suas idéias, planos, números e estratégicas sobre comércio eletrônico sem qualquer medo de ser passado para trás, roubado ou sacaneado.

A maneira de fazer negócios no Brasil evoluiu nos últimos anos?

Sim, sem dúvida (eu acho, ou espero). Mas eu acredito que ainda temos muito que evoluir na maneira que colaboramos, compartilhamos e ajudamos a desenvolver os nossos próprios mercados.

O americano compartilha a informação porque acredita que quanto maior o número de lojas de brinquedos no mercado, mais desenvolvidos serão os clientes. O número de fornecedores cresce, o número de publicações do meio cresce, a qualidade dos funcionários melhora, e consequentemente a quantidade de clientes aumenta.

O empresário que pensa em ser apenas o maior do mundo, e busca o crescimento pelo crescimento, apenas pensando na dominação dos territórios, não pode ser considerado um empreendedor, ele é um extrativista de recursos.

O propósito do meu texto não é comparar os EUA com o Brasil, mas fazer VOCÊ pensar sobre qual é a atitude que VOCÊ tem com relação ao desenvolvimento do seu próprio mercado.

Você está comprometido com o desenvolvimento das coisas; ou ainda tem medo de compartilhar o pouco que sabe????

O que você está fazendo pelo desenvolvimento daqueles que tem menos conhecimento que você?

As vendas de celulares, televisores, churrasqueiras, carros, viagens, escovas para cabelo, comida japonesa etc podem estar aumentando, mas a violência, o descaso e a desigualdade mental entre as pessoas também está aumentando.

Aqueles que tem menos que você não querem arroz e feijão, eles querem reais oportunidades de fazer um upgrade em suas vidas.

O que você está fazendo para reduzir drasticamente a diferença de quem sabe para quem não sabe nada?

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim. E Você?

34 comentários em “Me ame quando eu menos mereço porque é nessa hora que eu mais preciso.

  1. Agora me interessa saber o que os brasileiros vão fazer em seu nicho com as informações que receberam lá. Porque são culturas diferentes mas a transformação das ideias para o mercado local é que realmente será um excelente estudo de caso.

  2. Bom dia Ricardo,
    Achei sensacional esse texto, conseguiu esmiuçar meus pensamentos. E você partiu prá “high society” dos biuzines. Eu tenho essa experiência na plebe mesmo, anteriormente com profissionais de desenvolvimento de sites e hoje com o setor de semijóias e bijouterias.
    Fogem do escambo de informações, da troca de idéias, com um olhar desconfiadíssimo como quem defende seu último pedaço de pão. Enfim, eu tentei marcar cafés informais com vários profissionais para um simples troca de idéias, mas na hora “agá” sempre davam um jeito de faltar.
    O mercado é imenso e se preocupam com o cliente da esquina.

  3. Esse texto me motivou a ligar para uma pessoa que eu passivamente, e com certo medo, aguardava que respondesse meu e ainda da maneira como eu gostaria.
    Essa audácia, essa ousadia, é o que mais admiro na tua filosofia de ser e de trabalhar.
    Arrebentou no texto e no resultado final. Isso é vendas, isso é ir no xis da questão.
    Sobre os executivos brasileiros, não tenho parâmetro pra concordar ou discordar, mas também tenho uma impressão de que os “valores” têm ficado na parede e o ponto mais batido por você nos últimos tempo – de construir RELACIONAMENTOS – parece ser ignorado.
    Pode pegar a maioria das telecom, que gastam milhões com peças de marketing, estouram de vender, mas botam o cliente pra agonizar meia hora no call center.
    VAMOS LÁ! VAMOS VENDER! VAMOS MARKETEAR!

  4. Ricardo, parabéns. Que texto foda. Um dos melhores posts que li sobre biuziness nos últimos tempos.
    Ja passei por algumas situações parecidas :/ Hoje que estou me aventurando no empreendedorismo eu realmente não consigo entender a mente de alguns caras. Acredito que o complexo de vira-lata ainda impera no Brasil, apenas ficou mais “suave” com o certo sucesso temporário que temos feito.
    Grande abraço

  5. Ricardo,
    é chover no molhado repetir que isso acontece mesmo.
    Bem, eu sou do Nordeste, meu setor é a Construção Civil e há 6 anos o sindicato daqui promove uma missão anual que leva os empresários do segmento na nossa região pra conhecerem outras fábricas,técnicas, estratégias, as dificuldades que elas enfrentam e como elas superam.
    Como é o pessoal do sindicato “não sei das quantas” que agenda a visita, eles atendem, mas dificilmente compartilhariam esse tipo de informação como os americanos fizeram caso a gente mesmo tivesse feito o contato… E se fosse um concorrente aqui da região aí danou-se! Ninguém dividia nada mesmo!
    Em contrapartida tem gente disposta a dividir a informação, a dar idéias e oferecer ajuda. Hoje continuamos no mercado por que tem gente que pensa como você e o cara lá da Toy R Us.. que nos ofereceu ajuda quando a gente mais precisou, quando a gente não tinha NADA a oferecer!
    Muito bom o post! Quebra tudo!

  6. Caro Ricardo,
    Sou fã de suas publicações e eventualmente leio-as com atenção, na expectativa de que minha mente e minhas atitudes saiam do comum, na esperança de uma oxigenação que gera mudanças.
    Há algum tempo li suas críticas ao modelo de marketing e vendas das indústrias farmacêuticas junto aos médicos e neste caso específico acho que os exemplos utilizados eram da Pfizer. O texto foi impecável e me fez refletir muito sobre o mercado da propaganda médica – que naquela época era meu objetivo profissional.
    Os anos passaram e finalmente entrei na “indústria” como propagandista, vendedor técnico ou representante farmacêutico. Na prática me vi perdido naquele novo mundo: médicos com um senso ético bem flexível; gerentes com a velha cartilha de vendas em baixo do braço; vendedores do tipo “entregadores de amostras”; vendedores de farmácias atuando como médicos; e por aí vai…
    Minha vontade era “quebrar tudo” neste novo emprego e automaticamente lembrei de você, sua visão revolucionária sobre todas as coisas e especialmente o artigo sobre a Pfizer me motivaram a entrar em contato para pedir uma luz.
    Foi o que fiz, através do Facebook (onde sou seu assinante), pedi uma orientação, uma ajuda… mas não tive retorno… Hoje estou fora deste ramo (graças ao meu bom Deus!!!), mas acredito que sua resposta seria de muito valor para muitos profissionais.
    Enfim, este seu novo e brilhante texto me fez lembrar deste episódio e me fez sentir um típico “empresário do interior do Rio Grande do Norte” ignorado pelo grande executivo paulista.
    Saudações e sucesso.

  7. Prezado Ricardo, bom dia! conheci a(o) BizRevolution a muitos anos atrás e de lá para cá venho lido e as vezes “me aproprio de algumas idéias” ( lançando os créditos ), que pactuo, mas confesso que nesse post de hoje discordo, sou consultor de empresas e trabalhamos direto as questões voltadas a novas oportunidades e acredito que se algum de meus clientes recebessem uma ligação do exterior propondo a visita de uma delegação de 30 empresários, certamente seriam recebidos com as devidas pompas. Sem dúvida, temos dificuldades de falar com alguns executivos, mas acredito que isso se deva ao pouco exercício do penso e da abordagem utilizada para marcação desta visita e também a utilizaçãoi errônea da ferramenta “e-mail”, pois é mais fácil dizermos “mandei diversos e-mails tentando marcar visita e nem resposta negativa recebi”. Finalizando portanto, acredito que o que está faltando é um objetivo claro, inteligente e consistente para que os excecutivos nos recebam.Grande abraço.

  8. Boa tarde Ricardo,
    A verdade é que o empresariado brasileiro pensa da seguinte forma: O cliente precisa de mim!
    Enquanto que os americanos e europeus sabem que: Nós precisamos dos clientes!
    Isso tem a ver com cultura,educação e perfil dos consumidores.Todos nós sabemos que,quanto mais informado o consumidor se torna,mais ele contribui para que os produtos e serviços se tornem melhores e mais atrativos.A relação ganha x ganha,onde as parte envolvidas no processo saem satisfeitas.
    De fato,os nossos executivos não estão abertos e com agenda disponível para a troca de experiência com um grupo de pessoas que,aparentemente não lhe renda nada,que não traga nenhum retorno imediato para a empresa.
    Assim como texto,ja passei por situações semelhantes e realmente é algo cansativo e que exige,muita persistência e uma boa dose de criatividade.
    Abraço,
    Sam Lins Lessa
    Sales Consultant

  9. Coisas assim acontecem o tempo todo… quantas oportunidades de evolução e aprimoramento são perdidas por pura ignorancia, e isso acontece o tempo todo em algum lugar do mundo… Mas acredito que a cada dia mais e mais pessoas são despertados para um mundo de ações e atitudes de união, colaboração…
    Muito grata por compartilhar suas experiencias conosco!!!

  10. Cara, como eu te conheço de outros carnavais, sei que isto é mais uma bravata pois não existe um cara mais preconceituoso que você.
    A frase “Você tem mais o que fazer na Vila Olímpia do que receber uma turma de zé ninguém do interior do Rio Grande do Norte”, mostra quem você é e expõe o teu preconceito. A muito tempo sabe-se que no Rio Grande do Norte não existe mais a tal turma de empresários “zé ninguem”. Lá os caras são phodas e bem sucedidos mas pra vc aquilo ainda é terra de cangaceiros.
    Eu mesmo ja tentei contato com você e não consegui. Que bom que te trataram de um jeito diferente do que tratas os outros.
    Aos comentaristas: tentem contato com o Jordão. Experimentem…

  11. Excelente matéria, Ricardo!!! Obrigado.
    Por incrível que pareça isto aconteceu comigo.
    Uma vez que fui a Nova Iorque para ficar só 3 dias, botei na cabeça que iria visitar um escritório de arquitetura para saber como é que meus colegas americanos trabalham.
    Ainda no Brasil peguei umas revistas internacionais do ramo e descobri o ranking das maiores empresas de arquitetura dos EUA. Só três delas tinham sede em NY. Escolhi aquela que fazia os projetos que eu mais gostava. Anotei o telefone e o endereço e fui.
    Do hotel resolvi arriscar um telefonema. Minha mulher ao lado, brasileiramente, já estava com uma carinha de gozação.
    Atendeu a secretária e eu expliquei, num inglês meio parecido com o sotaque de Mossoró, que eu era um arquiteto brasileiro e gostaria de ver a possibilidade de fazer uma visita e trocar idéias, quem sabe até de uma possível parceria (olha a petulância!!!).
    A moça, gentilmente, me pediu “just a minute, please”.
    Esperei menos do que um minuto e atendeu… O PRESIDENTE DA EMPRESA.
    Claro que eu quase não consegui falar o resto da história. Mas respirei e repeti a explicação.
    O Presidente me perguntou onde eu estava e me disse: “Você está a umas 6 quadras daqui do escritório. Pode vir para cá agora?”
    Ao chegar fui gentilmente recebido pelo meu colega Presidente (claro, pô, eu também era Presidente, ou não???), um cidadão de cabelos brancos agradabilíssimo que me levou para a sala dele e depois de um bom papo mostrando os últimos projetos em execução em 24 países (essa era a nossa única diferença, afinal) me mostrou as outras salas da diretoria, a sala de reuniões com mais ou menos 30 cadeiras (outra diferença…) e me levou para conhecer um dos andares onde ficavam as equipes de projeto.
    Vi tudo, me explicaram como funcionava, conversei com outros arquitetos, vi o Presidente dar opinião sobre a opção que ele achava melhor para o projeto, etc. Saímos dali, e para mim já seria suficiente para contar pros meus netos, quando voltamos à ala da diretoria onde ele me passou para o Diretor de Desenvolvimento Internacional, outro arquiteto, recém chegando do Chile onde tinha concluído a assinatura de um “contratinho.”
    Com este conversei uma boa meia hora e, no final, ficaram duas coisas: Ele me ofereceu um livro belíssimo com os últimos projetos da empresa (um livro daqueles que custa uma baba se você comprar na Livraria Cultura) e me disse: Use à vontade nosso nome como seus parceiros e conte conosco.
    Me levou até a porta e nos despedimos como amigos.
    O vinho do almoço foi um dos mais gostosos que já tomei, sentado numa pérgola de calçada em Nova Iorque.
    Um grande abraço
    Alessandro

  12. Olá Ricardo,
    Primeiro quero lhe dizer “Sou sua Fã”, adoro a maneira instigante, verdadeira e criativa como escreve.
    A newsletter da Bizz Revolution é leitura obrigatória aqui na empresa.
    Você revela o que esta “velado”, antes é preciso acordar, depois a gente quebrar tudo…
    Vamos parar de representar e compartilhar logo o sucesso.
    Parabéns pelo trabalho!
    Luciana Mendes

  13. Parabéns pelo texto, Ricardo!
    Me identifiquei muito, pois estou abrindo uma nova empresa aqui em São Paulo e tentei contato com algumas instituições de ensino (INSPER, HSM, FGV, ESPM…) para trazermos o curso de Life Coaching da Vanessa Tobias para São Paulo, pioneiro em Coaching de Vida em grupo.
    Achas que me responderam ou fui recebida? Nada!! Desde o início de maio aguardando uma resposta!! Isto que eu estava disposta a arcar com o aluguel do espaço!
    O que vou fazer? Chutar o balde e alugar um espaço próprio. Claro que o desafio será muito maior, afinal, aluguel mensal é um compromisso muito maior que alugar um espaço para um evento de apenas 4 dias…
    Mas estou confiante, pois o método da Vanessa é único e, com mais de 3.000 pessoas atendidas, 100% Satisfação!
    Abraços e parabéns mais uma vez pelo teu trabalho!
    Juliana Lima

  14. Ricardo, incentivada pelo seu artigo de hoje: Me ame quando eu menos mereço, achei interessante entrar em contato diretamente.
    Bom sem grandes delongas te escrevo, só e tão só, fazer chegar ao seu conhecimento que, pelo menos desde 2008 venho te seguindo e posso afirmar que vc é o precursor das Redes Sociais de Aprendizagem abertas no Brasil !!! É isso, inté !
    Gisele Fraga

  15. Ótimo texto…Correta abordagem dos gestores das maiorias das empresas brasileiras…abraços e continue …sempre com sua altivez e postura

  16. Sensacional Ricardo! Minha Mãe nasceu em Mossoro, minha família inteira e de Mossoro. Caso ainda não conheça, não perca a oportunidade de conhecer aquela cidade que e referencia no Rio Grande do Norte.
    P.S.: conheço gente que ficou milionária em Mossoro, DENTRO DE MOSSORO, tendo como CLIENTES nada mais nada menos que a PETROBRAS….
    Parabéns pela “homenagem” rsrs
    Felipe Karan

  17. Ricardo, pois eu sou uma jornalista aposentada, de 56 anos, que não para nunca, no interior do Rio Grande do Sul, que simplesmente curte tudo que você escreve! É isso aí, tem mesmo que quebrar tudo e iniciar de novo!
    Maria Lima Tereza

  18. Galera,
    MUITO OBRIGADO pelo feedback de todos, e pelas histórias fantásticas.
    É isso ai, vamos que vamos.
    VAMOS FAZER BARULHO e MUDAR o que tiver que ser mudado.
    Muita gente acha que as coisas que eu escrevo são “marketing pessoal”. Não são mesmo. Eu escrevo tudo por IDEOLOGIA. Tudo que eu falo eu quero fazer, e vou fazer.
    Eu tenho 42 anos e ainda vou fazer muita “confusão” no Brasil.
    ARREBENTA!
    Ricardo

  19. Ricardo,
    Acompanho voce há muito tempo. Você é dezz. Amei o ” caso Mossoró” e suas observações verdadeiras e genuinas.
    Continue especial com esse montão de ” fãs humanos”
    parabens.
    Bjs
    Sonia

  20. Só tenho que concordar.
    É totalmente contraditório uma pessoa se postar como homem de negócios e se tornar completamente inacessível.
    O brasileiro tem uma mania bastante perdedora que é a de reter informação, esconder o jogo e não compartilhar absolutamente nada, como medo de perder lugar.
    Mas se esquece de que se ele tem aquela informação mas continua se atualizando, ele estará sempre na frente.
    Só é passado para trás quem estaciona. Logo, fica evidente que muitos brasileiros estagnam, sabem que estão estagnados e não pretendem fazer nada a respeito.
    Obrigado pelo post motivador.

  21. Olá Ricardo. Pertinente o seu texto.
    Eu vivi isto aqui no Brasil.
    Conheci o Alexandre Costa, presidente da Cacau Show, em uma palestra dos Editores Cristãos em São Paulo.
    Quando estava desenvolvendo um projeto, cogitando a participação da Cacau Show, escrevi um email para ele e obtive retorno imediato: disse-me que eu poderia falar com o diretor de marketing e na outra semana eu estava lá.
    O Alexandre Costa é uma pessoa humilde, talentosa e um grande empreendedor. Admiro o seu trabalho e a sua história. Já li seu livro e vivo saboreando os chocolates que fabrica.
    Obrigada mais uma vez por sua contribuição.
    Um abraço, Larissa Vaz

  22. Muito bom seu texto. De fato essa atitude é frequente entre os empresário no Brasil. Isto nada mais é do que uma questão cultural, que ainda vai levar um tempo para se adaptar a nova realidade dos negócios.
    Estudar as raízes da nossa cultura ajuda a entender tal comportamento. Nossos ancestrais portugueses tinham grande espírito aventureiro, todavia eram absolutamente individualistas e batiam no peito que não dependiam de ninguém.
    Pois bem, herdamos este traço.

  23. Executivos brasileiros são realmente uma piada…..
    Ativam o firewall (secretária) e repelem qualquer abertura com o mercado.
    E quando você pergunta qual será o crescimento, a resposta pronta dos 20% (segundo você mesmo Ricardo).
    A segunda pergunta, sobre como virá o crescimento eles não conseguem responder nunca, mas tenho certeza que ficam sonhando com um telefonema da Petrobrás, Itaú, Bradesco, Eike Batista, Dilma, dizendo que vão comprar milhões…..
    Sequer desconfiam da verdadeira cara do crescimento que são os novos mercados, novas idéias, novos produtos, pequenos clientes, clientes que cresceram… Crescimento NUNCA tem a cara de uma mega venda.
    Executivo brasileiro, vai sonhando.

  24. Ricardo,
    Este foi mais um dos seus textos de mestre. Quando vc foca no seu expertise, não tem pra ninguém.
    O problema é quando desfoca, o que acontece com 99% dos bons comentaristas, articulistas, colunistas. Tantos elogios em vez de estimular, acabam fazendo o ego se contagiar pela ideia de que são mestres em todas as áreas. E interessante: enquanto na própria área se mostram racionais, lúcidos e jamais ofensivos, mesmo quando mais firmes, na área em que NÃO dominam, ficam mais agressivos.
    No texto “Me ame…”, por exemplo, quando você diz que “os imbecis da esquerda brasileira não entendem nada de capitalismo”, a ideia um tanto arrogante que fica é a de que vc entenderia tudo. E isso acaba por fechar a sua cabeça para qualquer ideia diferente. É o oposto do que vc prega no seu próprio campo de atuação!
    Vou dar um exemplo tirado da sua lista de suprassumos do capitalismo, uma pessoa que vc conhece bem de biografia, sobre a qual até já deu cursos. O Steve Jobs. Passou em algum momento por sua cabeça que ele poderia ser esquerdista?
    Pois era. E dos mais típicos, desde o começo, com todos os estereótipos das esquerdas dos anos 60/70, para o bem ou para o mal: cabelos longos e nojentos, quase não tomava banho, andava com os pés descalços e se drogava (só nos anos 80 as drogas migraram, já em forma mais sofisticada, mais massivamente aos bons moços das direitas). Mas ele não era apenas o hippie de butique. Era mesmo do tipo que antes dos 18 saía de casa para morar sozinho com a namorada e que também protestava ostensivamente contra ações da direita americana (um bom exemplo está no filme biográfico “Pirates of Silicon Valley” em que ele protesta contra a Guerra do Vietnã em Berkeley, em 1971). Do tipo que largava tudo o que o bom-mocismo prega (terminar a faculdade, namoro firme, networking, os 7 pensamentos disso, 9 crenças daquilo, os 4 Ps não sei do que, etc.) para ir à Índia, aprender meditação, comer comida vegetariana. Aliás, faça uma experiência, válida ainda nos dias hoje: entre em um restaurante vegetariano e tente descobrir algum direitista ali. Só se estiver perdido. Steve Jobs foi vegetariano a vida inteira.
    E os ídolos dele? Todos de esquerda, a começar por John Lennon e Bob Dylan. Até namorou e esteve a ponto de se casar com Joan Baez, a artista que era, à época, o grande ícone mundial na música de protesto. Protesto contra ações da direita, claro!
    O que poderia tornar Jobs um direitista, a não ser a posse de dinheiro?
    Bom, ele teve opiniões contra a força dos sindicalistas nas escolas, ao apoiar Obama (dentro do possível, o candidato que estava à esquerda do outro) mas até aí não é o único esquerdista a pensar assim.
    O que são os capitalistas, quando em oposição aos esquerdistas – como está em seu texto? Quem tem dinheiro? Até Marx teve, antes de provocar a ira dos mais poderosos! Só que ele escreveu um livro complexo para leigos chamado O Capital. Como a leitura de um livro assim não é para qualquer um, ficou-se no simplório do título. Capitalista é quem tem muito dinheiro e, sendo capitalista, automaticamente é da direita.
    Até mesmo o Steve Jobs que, quando voltou à Apple, quis receber salário simbólico de apenas 1 dólar por ano (Bem verdade que, depois de garantido o sucesso, exigiu recompensa. E por que não, já que não acreditava em doações? Para que o dinheiro ficasse aos outros sócios?)foi taxado assim.
    Posso citar centenas de esquerdistas com muito dinheiro. Isso não muda a ideologia. Essa é outra confusão histórica.
    Historicamente, vc sabe, o conceito de esquerda se definiu um pouco melhor com a Revolução Francesa – foi quando se estabeleceu uma divisão em que a esquerda reunia partidos mais preocupados com os pobres e com as ideias transformadoras, e a direita com os conservadores, a favor da preservação do status quo. Mas, não custa lembrar, o que pegou mesmo, nesse conjunto de acontecimentos que foi a Revolução, foi a declaração dos princípios universais dos Direitos Humanos de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Daí surgiram ideias obtusas como a de que o Lula, se fosse eleito, obrigaria todos os que tivessem quartos livres a receber os sem-teto. Ou que ele deveria distribuir o dinheiro dele. Ou que não poderia usar um Armani mesmo no cargo de presidente.
    Mais importante que tudo isso está em “ideias transformadoras” contra “preservação do status quo”.
    Steve Jobs, sem dúvida, estava do lado das “ideias transformadoras”. Seu objetivo não era juntar dinheiro e, muito menos, viver de rendas do capital (o verdadeiro sentido de capitalista). Ele estudou caligrafia artística e agiu o tempo todo como artista. E, como diria o Jô Soares, não existe artista plástico de direita, porque a verdadeira arte sugere inovação.
    Mas por que escrevi tanto sobre isso? Porque acredito que vc focado é um talento a ser cultivado. Desfocado, mesmo o seu expertise fica um tanto afetado por convicções políticas. No seu texto, a analogia é brilhante, dá para entender a sua ideia perfeitamente, mas é inegável que é viciada. É que os EUA enxergam o Brasil com olhos que vc ainda não consegue ter, pois parece padecer da síndrome do vira-latas, descrita por Nelson Rodrigues. Sem ofensa. Novos escritórios de representação dos EUA estão sendo abertos aqui, as entrevistas para a obtenção dos vistos estão bem flexíveis, os cursos de português brasileiro estão entre os que mais crescem por lá no ramo de idiomas estrangeiros, o Brasil conseguiu levar mais torcedores que os EUA ao confronto entre o Anderson X Sonnen, em pleno território americano, as grandes lojas de departamentos fazem ações para atrair brasileiros. Como vice-presidente de uma empresa varejista desse porte, ainda não participando de um dos maiores mercados mundiais não abalado pela crise, por que eu iria me recusar a abrir as portas para executivos brasileiros que chegariam a custo zero para a empresa? Só se fosse completamente irresponsável, mas aí não estaria no cargo de uma empresa como essa. A nacionalidade americana é mero acaso.
    Agora me dê uma única razão para a cidade de São Paulo se preocupar de modo especial com os negócios que poderiam surgir com Mossoró.

  25. Renato,
    Obrigado pelo seu feedback.
    Primeira pergunta, Qual você acha que é a minha área de expertise?
    Sobre política… eu não sou politico nem pretendo ser, muito menos pretendo entender de política. O conceito de política vai contra o meu conceito de ser OBJETIVO e resolver o que tiver que ser resolvido quando tiver que ser resolvido doe a quem doer.
    Eu não sou de esquerda, nem de direita, nem da elite, nem dos pobres, e muito menos da classe média. Eu sou eu. Ponto. Pego o que eu gusto de cada um e sigo em frente.
    Eu não me acho nada, e nem tenho a pretensão de me achar bom em alguma coisa. Eu simplesmente vou fazendo. Só isso.
    Eu realmente não precisa detonar a esquerda no artigo, mas eu gosto de provocar discussão, e mexer com quem quer que seja. Só isso.
    Mas vamos que vamos, ARREBENTA!!
    Ricardo

  26. “O que esperar dos mega-empresários brasileiros, quando o supra-sumo dos caras – Eike Batista – tem como meta ser o cara mais rico do mundo?”
    >> Que meta de MERDA né? E pior que ele fala sério.
    “Você acha mesmo que o Bill Gates, Warren Buffett, Steve Jobs, Sam Walton, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos – tem/tinham em mente serem os caras mais ricos do mundo?”
    >> Com certeza não; Pelo menos 3 nessa lista concordaram em doar de 50% a 99% do dinheiro em vida.

  27. Ricardo,
    Já que perguntou… seu expertise está na área que abrange a convergência entre empreendedorismo e novas tecnologias da informação. Não “acho”. Estou seguro disso porque já li o suficiente de seus posts para identificar onde reincidem as maiores consistências.
    Gente que escreve sobre administração, marketing, etc. tem aos montes, alguns talvez com consistência e credibilidade maiores que a sua. Os que escrevem sobre sistemas da informação estão reclusos a clubes de acesso restrito a profissionais ou estudiosos do ramo.
    Você tem um nicho seu, em que os concorrentes são pontuais. Aproveite.
    Você não é bom em nada? Você sabe que é bom, eu sei que sou bom e ambos temos raiva de gente humilde.
    Reconhecer as próprias qualidades é reconhecer o sangue nas próprias veias, o fôlego para novos saltos, as metas no horizonte.
    Ao completar 40 anos você declarou, sem falsa modéstia, a sua pretensão de ser filósofo. Mesmo que não vá tão longe, chegou a hora de agir onde qualquer filósofo age primeiro. Onde dói mais: os calos do preconceito. (Já falo aqui sem medo de ofender, porque aí acima tem mais alguém falando abertamente de como o seu preconceito interfere em seu julgamento, e já houve mais gente de opinião semelhante em edições anteriores.)
    O preconceito crava fundo no coração da opinião, que é a credibilidade. Na ida, interfere na opinião em si, como já mostrei; na volta, se a ideia preconceituosa é entendida como tal, é o leitor que reage com preconceito em relação a qualquer outra opinião que vc tenha.
    Steve Jobs livrou-se da carga do American Way of Life, com suas travas e anestésicos ufanistas, numa peregrinação radical à Índia. Não é preciso ir tão longe, mas mude as suas férias deste ano. Não vá pela 500º vez para os EUA, onde há muito pouco de novo para vc. Até hoje sempre te contaram que a esquerda mora em Cuba, não é? Vá conhecê-la, mas na Escandinávia, onde o governo não é autoritário nem é amedrontado por um gigante que bloqueia o seu comércio. Vá de alma limpa, como quem vai a uma peregrinação, sem querer comparar, sem querer criticar. Vá à Suécia, por exemplo, para tentar saber por que um país com menos da metade da população da Grande São Paulo inventou desde a Dinamite (pelo Nobel, claro) até a chave chamada “inglesa”, passando pela geladeira, o cinto de segurança, a anestesia peridural, o marca-passo, o rim artificial, o bisturi gama, a ósseointegração, as próteses de titânio, a ecocardiografia, a hélice de barco, a argamassa, o gás acetileno, a caixa de leite (a Tetrapack, aliás, é uma empresa sueca), o frost free, vários sistemas de energia limpa (de ondas, de sol, de vento, de bebidas ilegais confiscadas), etc. Visite as lojas design para ver pequenos inventos a que só os escandinavos têm acesso e se pergunte se tanta inovação, talvez o maior índice mundial, proporcionalmente, não tem nada a ver com a contínua postura de “ideias transformadoras”.
    Abraço

  28. Valeu Renato!
    Muito Obrigado pelo feedback. Tá anotado.
    A Vida é a busca eterna do Auto-Conhecimento para todos nós, inclusive eu; e o curioso da era em que vivemos é que podemos acompanhar a trajetória de milhares de pessoas que se expõem via redes sociais e afins.
    Vamos que vamos, vamos ver onde tudo vai parar! 🙂
    ARREBENTA!
    Ricardo

  29. Foda esse texto.
    Ricardo, vc precisa criar um webseminário ou curso sobre gerenciamento de tempo.
    Como consegue ter tempo pra ler todos esses comentários sobre todos os seus textos?
    Eu acho que vc faz isso. Faz?

  30. Ari,
    Sim, eu leio todos os comentários do blog.
    Como fazer mais coisas mais rápido?
    Eu acredito que parte da resposta tem a ver com o volume de coisas que você faz. Quanto mais coisas você faz da mesma coisa, mais rápido você fica.
    É aquela velha história, se você está procurando por alguém para contratar, contrate o cara que está mais ocupado. Ele vai saber como fazer rápido.
    ARREBENTA!
    Ricardo

  31. Muito bom o post, compartilho desta ideia. Aquele que é auto confiante no que faz não vê problema nenhum em passar conhecimento, informação, dica para aquele que não tem as mesmas oportunidades ou simplesmente não as procura COMO VOCÊ e por causa disso você não se preocupa, porque está em busca de melhoria! Sucesso a todos que participaram (e para aqueles que não);)

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