Ricardo concordo plenamente.
Faz menos de uma semana que voltei dos USA e aprendi muito.
Sou dono de uma imobiliária no Brasil que trabalha se seguimento de imóveis de alto padrão e fui visitar alguns empreendimentos que estou trabalhando a venda no Brasil.
Observei o seguinte:
1. Os brasileiros sempre chegaram atrasados nas reuniões. Os americanos chegavam cinco minutos antes. Conversando com uma corretora argentina que mora nos USA há muito tempo, ela disse que isso era comum e os brasileiros tinham essa péssima imagem. Segundo ela os americanos ganham por hora e valorizam o tempo das pessoas. Os brasileiros ganham por mês e não compreendem a importância de alguns minutos.
2. Sai de um empreendimento e pedi para a corretora enviar as informações sobre os 6 apartamentos visitados. Cheguei no escritório 20 minutos depois. As informações já estavam no meu e-mail, com dados precisos dos 6 apartamentos visitados, preço por metro quadrado, móveis que ficariam neles, condições de pagamento, comentários do que falamos e características interessantes para os brasileiros. Se fosse um corretor brasileiro responderia depois da pessoa ligar cobrando pela quinta vez.
3. Eles mostram os imóveis com um verdadeiro ritual, com muito profissionalismo e com todas as informações na ponta da língua. Não tem esse negócio de ir perguntar para o gerente ou consultar material. Sabem tudo. Dominam tudo. Preparam-se de fato.
4. São objetivos. Não são prolixos. Sabem informar sem enrolar. Respeitam o tempo do cliente e respeitam a inteligência do cliente.
5. Respeitam a lei. Quando a placa diz PARE…eles param.
6. São muito mais respeitosos no trânsito. Em uma fila com 5 faixas, se um carro da direita dá seta que vai entrar para a esquerda, os carros vão diminuindo para o carro atravessar. No Brasil o pessoal acelera para passar logo o carro.
7. A verdadeira democracia é praticada. Fui visitar um amigo diretor de uma multinacional. Ele mora nos USA há 11 anos. O filho dele estuda na mesma escola do filho do Prefeito. Porém, na mesma escola estuda o filho da empregada deles. Escolas maravilhosas, com espaço, áreas de lazer dignas de atletas de ponta. Sem custo para os estudantes. Merecem os resultados que tem no esporte.
8. As cidades são limpas. Jardim para todo lado. Grama cortada.
9. Não existe a mentalidade de jeitinho. Se fizer bobagem vai pagar. Não importa de quem você é filho ou de quem é amigo.
E muito mais. Vale a pena ir visitar.
O mais interessante é que essa cultura e características são de todos os USA e não apenas de uma região.
Abraços e aguardo o BIZ 18.
Jeremias Rodrigues
Grande Jeremias!!
O seu comentário é show de bola. PARABÉNS pelas suas observações e por ter capacidade de captar as coisas que rolam.
VAMOS QUEBRAR TUDO!
ARREBENTA!!!
Ricardo
Uma outra situação em que os americanos são totalmente diferentes dos brasileiros é a de quando estão perto de alguém bem sucedido financeiramente. O americano admira aquela pessoa, e tenta ao máximo chegar perto do nível que essa pessoa atingiu. Como um espelho. No Brasil, uma pessoa bem sucedida financeiramente é vista como um ladrão, como alguém que faz algo ilícito. No Brasil, ser rico é um defeito. Nos EUA é uma virtude. Enquanto nos EUA, essa pessoa é vista como uma meta a ser atingida, no Brasil, as pessoas tentam rebaixar essa pessoa ao seu nível inferior.
Concordo totalmente. Estou cansada de ouvir tanta bobagem sobre os americanos. A verdade é uma só: Os caras sao bons. O mundo deveria copiar ao invés de criticar.
americanos, como povo, e os EUA, como país, não são perfeitos.
mas 98% do antiamericanismo brazuca é uma consequência do doutrinamento esquerdista nos colégios e faculdades brasileiras ao longo dos últimos 50 ou 60 anos.
para mim, o antiamericano por definição – assim como o antijaponês, o antizimbabuense, o antibelizense e o anti[coloque aqui o nome do gentílico pátrio] – não passa de um tremendo de um imbecil.
Excelente post, Ricardo!
Concordo plenamente com os três comportamentos citados dos estadunidenses, os caras são bons mesmo nisso, temos que tirar o chapéu e aprender com eles sim!
Entretanto, não concordo com os reducionismos feitos.
Primeiro, não podemos reduzir o Brasil todo a um único comportamento, o arquétipo do malandro, que vive de “jeitinhos”. Isso é coisa de carioca, ou de onde mais for. Mas aqui no sul não tem disso, pelo contrário, é a fibra do comportamento que é herança do pensamento ítalo-germânico, que valoriza a visão, a disciplina e a excelência.
Segundo, também não podemos reduzir os Estados Unidos apenas a coisas boas. Pois além da liberdade social, competência técnica e meritocracia, eles também têm muitas coisas ruins, tais como:
1) No fundo, não tem cultura própria. Tudo que eles têm é importado do resto do mundo, da gastronomia à arte. Como são bons de economia eles conseguem importar e reter os melhores talentos de todas as áreas, mas sem uma tradição natural;
2) São prisioneiros do consumo como símbolo de status. Pesquisas mostram que 95% dos produtos que eles consomem vai para o lixo em até 6 meses. A cultura da comparação, tudo pelo showbusiness. O complexo dos “winners vs losers” mata mais gente lá por depressão que em qualquer outro país do mundo;
3) Vivem em um patriotismo cego, bitolados. Não são um povo cordial. Suas políticas externas são altamente questionáveis, suas políticas de controle interno são alienantes, etc.
Enfim, os caras são bons, mas longe de serem perfeitos. Assim como outros grandes países eles têm suas virtudes e defeitos. Depende do critério que se observa: pioneirismo, qualidade de vida, etc.
Só não acho justo enaltecê-los comparando o que eles têm de melhor com o que o Brasil tem de pior. O Brasil é uma pais extraordinário, e talvez a sua maior riqueza seja justamente sua própria diversidade cultural. Mas aí já abre-se outra discussão, que fica pra próxima.
Abraços,Excelente post, Ricardo!
Concordo plenamente com os três comportamentos citados dos estadunidenses, os caras são bons mesmo nisso, temos que tirar o chapéu e aprender com eles sim!
Entretanto, não concordo com os reducionismos feitos.
Primeiro, não podemos reduzir o Brasil todo a um único comportamento, o arquétipo do malandro, que vive de “jeitinhos”. Isso é coisa de carioca, ou de onde mais for. Mas aqui no sul não tem disso, pelo contrário, é a fibra do comportamento que é herança do pensamento ítalo-germânico, que valoriza a visão, a disciplina e a excelência.
Segundo, também não podemos reduzir os Estados Unidos apenas a coisas boas. Pois além da liberdade social, competência técnica e meritocracia, eles também têm muitas coisas ruins, tais como:
1) No fundo, não tem cultura própria. Tudo que eles têm é importado do resto do mundo, da gastronomia à arte. Como são bons de economia eles conseguem importar e reter os melhores talentos de todas as áreas, mas sem uma tradição natural;
2) São prisioneiros do consumo como símbolo de status. Pesquisas mostram que 95% dos produtos que eles consomem vai para o lixo em até 6 meses. A cultura da comparação, tudo pelo showbusiness. O complexo dos “winners vs losers” mata mais gente lá por depressão que em qualquer outro país do mundo;
3) Vivem em um patriotismo cego, bitolados. Não são um povo cordial. Suas políticas externas são altamente questionáveis, suas políticas de controle interno são alienantes, etc.
Enfim, os caras são bons, mas longe de serem perfeitos. Assim como outros grandes países eles têm suas virtudes e defeitos. Depende do critério que se observa: pioneirismo, qualidade de vida, etc.
Só não acho justo enaltecê-los comparando o que eles têm de melhor com o que o Brasil tem de pior. O Brasil é uma pais extraordinário, e talvez a sua maior riqueza seja justamente sua própria diversidade cultural. Mas aí já abre-se outra discussão, que fica pra próxima.
Abraços,
Acrescento que lá as relações entre as pessoas são mais valorizadas, as regras são obedecidas, as promessas cumpridas, a autoridade respeitada tanto por quem exerce o cargo quanto por quem é servido por ele; os produtos são melhores, etc; por um fator que não conhecemos aqui. O clima. No hemisfério norte, as pessoas precisam confiar umas nas outras porque a vida depende disto. Há frio insuportável. A gente tem que abrir a porta de casa para o outro entrar, se não ele morre. E o outro tem que respeitar a nossa casa, porque se todo o mundo fechar a porta por segurança, todos morrerão.
As autoridades respeitam o cidadão porque sabem que existem para serví-lo. E o cidadão sabe que a autoridade tem que servir a todos.
Os carros têm que ser bons porque se pararem em uma estrada no inverno, todos os ocupantes morrem.
Então desenvolveu-se a interdependência entre as pessoas. A caixa do supermercado devolve 1 centavo porque sabe que o preço do produto foi calculado levando em conta uma cadeia interminável, que ela não tem o direito de alterar retendo troco.
Em espaços de uso comum o bom senso impera.
Eu costumo brincar com os amigos dizendo que os EUA são o território em que Deus e o diabo travam a batalha sem fim. Tem muita coisa ruim lá; mas em compensação, a maioria das coisas boas também saem de lá para o mundo. Ou alguém acha que os japas são fãs dos americanos de graça, mesmo depois de terem levado duas bombas atômicas na cabeça? São inteligentes. Nós deveríamos ser também.
Essa coisa do jeiitinho brasileiro é uma verdadeira praga cultural, acaba com a possibilidade de conviver os de uma maneira decente em sociedade, pois sempre vai ter alguém querendo levar vantagem e isso acaba levando as outras pessoas a tentar se antecipar para não ficarem pra trás, o que no final acaba gerando um ciclo cada vez mais vicioso. Infelizmente aqui nós não vemos os outros como pessoas (como acontece nos EUA, Europa, etc) mas como concorrentes que precisamos superar.
Tive uma experiência semelhante a tua numa viagem em que fiz alguns trechos domésticos e tudo funcionou muito bem na hora de embarcar. A moça da companhia chamava os grupos e todos iam e se enfileiravam forma organizada e civilizada. No ultimo trecho, de volta para o Brasil, assim que ela chamou o primeiro grupo todos os brasileiros se amontoaram, sem respeitar fila ou grupo, só tentando entrar no avião o mais rápido possível, foi triste e embaracoso, especialmente vendo a cara dos americanos que iriam embarcar mas não entendiam nada.
Uma outra coisa que sempre ridicularizamos dos americanos é o patriotismo deles. Eles têm um orgulho verdadeiro de seu país (é claro que muitas vezes acabam fazendo barbaridades por conta disso) e fazaem questão de deixar isso bem claro para todo o Mundo. Aqui no Brasil o país só é lembrado e amado na copa do mundo e em alguns eventos esportivos, nos outros momentos é apenas um lugar onde moramos e onde cada um deve tentar levar o máximo de vantagem possível, sem se preocupar com o conjunto de pessoas ou com o país que essas pessoas representam.
Ótimo post Jordão, ta de parabéns!
Legal, concordo – os norte-americanos sabem respeitar o espaço e direito do outro cidadão. No Brasil, as pessoas educadas são taxadas como Zé Mané. Admiro neles a disciplina já comentada aqui e o gosto por trabalhar, as pessoas sempre bem atenciosos e com motivação – isto faz a diferença. Também admiro neles a garra para empreender, a cultura de criar e fazer acontecer.
Mas nós temos nossos méritos, não trabalhamos de forma sequenciada, somos multitarefas e o Brasil tem formado excelentes executivos, adaptáveis a mudanças e diferenças.
De fato, precisamos copiar a cultura empreendedora, o respeito, o patriotimo, o esforço para melhorar sempre, e também as políticas tributárias. Nosso governo tem tirado o foco das empresas, com as últimas mudanças relacionadas às obrigações fiscais. Milhões de dólares gastos para adaptar sistemas e processos. Nosso modelo é muito complexo. O modelo tributário americano é muito mais simples e deve sim, ser copiado e implementado. É impressionante realmente como os EUA mudaram o mundo e a forma como vivemos. Mas hoje, eles estão pagando o preço da cultura exagerada de consumo. Contudo, sabemos que darão a volta por cima, porque USA é USA!
Eu ri do baba ovo ai! HAHAHA
Cara, por que o Brasil tem que copiar os sistemas dos outros países? Não é muito melhor criar uma própria maneira de viver aqui? Pense nisso!
Concordo com você, só um detalhe, o avião e uma invenção brasileira, apesar dos americanos reivindicarem isso, o mundo reconhece que o avião e nosso !!!!
Concordo contigo Ricardo!
O brasileiro precisa aprender muita coisa não só com americanos (não todos é óbvio, tem muito retardado sem cérebro por lá TAMBÉM), mas com europeus, asiáticos, australianos,…
Outra coisa é… americanos NÃO trabalham por U$3,00 A HORA…. acho que esse ponto explica um pouco o “rodapé da parede que ninguém vê”… normalmente quem trabalha com gesso e pintura de interiores ganha MUITO… fica aí uma lembrança… grande abraço a todos!
Cara, essa nação que vc tava falando no vídeo é uma desgraça pra humanidade, ela que apoia o capitalismo, são responsáveis pelas maiorias das queras no mundo e ainda por cima tem preconceito contra nós.
Como uma pessoas pode gostar da bosta dos EUA?
Eu nunca fui aos EUA, mas eu concordo contigo cara!
Ricardo concordo plenamente.
Faz menos de uma semana que voltei dos USA e aprendi muito.
Sou dono de uma imobiliária no Brasil que trabalha se seguimento de imóveis de alto padrão e fui visitar alguns empreendimentos que estou trabalhando a venda no Brasil.
Observei o seguinte:
1. Os brasileiros sempre chegaram atrasados nas reuniões. Os americanos chegavam cinco minutos antes. Conversando com uma corretora argentina que mora nos USA há muito tempo, ela disse que isso era comum e os brasileiros tinham essa péssima imagem. Segundo ela os americanos ganham por hora e valorizam o tempo das pessoas. Os brasileiros ganham por mês e não compreendem a importância de alguns minutos.
2. Sai de um empreendimento e pedi para a corretora enviar as informações sobre os 6 apartamentos visitados. Cheguei no escritório 20 minutos depois. As informações já estavam no meu e-mail, com dados precisos dos 6 apartamentos visitados, preço por metro quadrado, móveis que ficariam neles, condições de pagamento, comentários do que falamos e características interessantes para os brasileiros. Se fosse um corretor brasileiro responderia depois da pessoa ligar cobrando pela quinta vez.
3. Eles mostram os imóveis com um verdadeiro ritual, com muito profissionalismo e com todas as informações na ponta da língua. Não tem esse negócio de ir perguntar para o gerente ou consultar material. Sabem tudo. Dominam tudo. Preparam-se de fato.
4. São objetivos. Não são prolixos. Sabem informar sem enrolar. Respeitam o tempo do cliente e respeitam a inteligência do cliente.
5. Respeitam a lei. Quando a placa diz PARE…eles param.
6. São muito mais respeitosos no trânsito. Em uma fila com 5 faixas, se um carro da direita dá seta que vai entrar para a esquerda, os carros vão diminuindo para o carro atravessar. No Brasil o pessoal acelera para passar logo o carro.
7. A verdadeira democracia é praticada. Fui visitar um amigo diretor de uma multinacional. Ele mora nos USA há 11 anos. O filho dele estuda na mesma escola do filho do Prefeito. Porém, na mesma escola estuda o filho da empregada deles. Escolas maravilhosas, com espaço, áreas de lazer dignas de atletas de ponta. Sem custo para os estudantes. Merecem os resultados que tem no esporte.
8. As cidades são limpas. Jardim para todo lado. Grama cortada.
9. Não existe a mentalidade de jeitinho. Se fizer bobagem vai pagar. Não importa de quem você é filho ou de quem é amigo.
E muito mais. Vale a pena ir visitar.
O mais interessante é que essa cultura e características são de todos os USA e não apenas de uma região.
Abraços e aguardo o BIZ 18.
Jeremias Rodrigues
Grande Jeremias!!
O seu comentário é show de bola. PARABÉNS pelas suas observações e por ter capacidade de captar as coisas que rolam.
VAMOS QUEBRAR TUDO!
ARREBENTA!!!
Ricardo
Uma outra situação em que os americanos são totalmente diferentes dos brasileiros é a de quando estão perto de alguém bem sucedido financeiramente. O americano admira aquela pessoa, e tenta ao máximo chegar perto do nível que essa pessoa atingiu. Como um espelho. No Brasil, uma pessoa bem sucedida financeiramente é vista como um ladrão, como alguém que faz algo ilícito. No Brasil, ser rico é um defeito. Nos EUA é uma virtude. Enquanto nos EUA, essa pessoa é vista como uma meta a ser atingida, no Brasil, as pessoas tentam rebaixar essa pessoa ao seu nível inferior.
Concordo totalmente. Estou cansada de ouvir tanta bobagem sobre os americanos. A verdade é uma só: Os caras sao bons. O mundo deveria copiar ao invés de criticar.
americanos, como povo, e os EUA, como país, não são perfeitos.
mas 98% do antiamericanismo brazuca é uma consequência do doutrinamento esquerdista nos colégios e faculdades brasileiras ao longo dos últimos 50 ou 60 anos.
para mim, o antiamericano por definição – assim como o antijaponês, o antizimbabuense, o antibelizense e o anti[coloque aqui o nome do gentílico pátrio] – não passa de um tremendo de um imbecil.
Excelente post, Ricardo!
Concordo plenamente com os três comportamentos citados dos estadunidenses, os caras são bons mesmo nisso, temos que tirar o chapéu e aprender com eles sim!
Entretanto, não concordo com os reducionismos feitos.
Primeiro, não podemos reduzir o Brasil todo a um único comportamento, o arquétipo do malandro, que vive de “jeitinhos”. Isso é coisa de carioca, ou de onde mais for. Mas aqui no sul não tem disso, pelo contrário, é a fibra do comportamento que é herança do pensamento ítalo-germânico, que valoriza a visão, a disciplina e a excelência.
Segundo, também não podemos reduzir os Estados Unidos apenas a coisas boas. Pois além da liberdade social, competência técnica e meritocracia, eles também têm muitas coisas ruins, tais como:
1) No fundo, não tem cultura própria. Tudo que eles têm é importado do resto do mundo, da gastronomia à arte. Como são bons de economia eles conseguem importar e reter os melhores talentos de todas as áreas, mas sem uma tradição natural;
2) São prisioneiros do consumo como símbolo de status. Pesquisas mostram que 95% dos produtos que eles consomem vai para o lixo em até 6 meses. A cultura da comparação, tudo pelo showbusiness. O complexo dos “winners vs losers” mata mais gente lá por depressão que em qualquer outro país do mundo;
3) Vivem em um patriotismo cego, bitolados. Não são um povo cordial. Suas políticas externas são altamente questionáveis, suas políticas de controle interno são alienantes, etc.
Enfim, os caras são bons, mas longe de serem perfeitos. Assim como outros grandes países eles têm suas virtudes e defeitos. Depende do critério que se observa: pioneirismo, qualidade de vida, etc.
Só não acho justo enaltecê-los comparando o que eles têm de melhor com o que o Brasil tem de pior. O Brasil é uma pais extraordinário, e talvez a sua maior riqueza seja justamente sua própria diversidade cultural. Mas aí já abre-se outra discussão, que fica pra próxima.
Abraços,Excelente post, Ricardo!
Concordo plenamente com os três comportamentos citados dos estadunidenses, os caras são bons mesmo nisso, temos que tirar o chapéu e aprender com eles sim!
Entretanto, não concordo com os reducionismos feitos.
Primeiro, não podemos reduzir o Brasil todo a um único comportamento, o arquétipo do malandro, que vive de “jeitinhos”. Isso é coisa de carioca, ou de onde mais for. Mas aqui no sul não tem disso, pelo contrário, é a fibra do comportamento que é herança do pensamento ítalo-germânico, que valoriza a visão, a disciplina e a excelência.
Segundo, também não podemos reduzir os Estados Unidos apenas a coisas boas. Pois além da liberdade social, competência técnica e meritocracia, eles também têm muitas coisas ruins, tais como:
1) No fundo, não tem cultura própria. Tudo que eles têm é importado do resto do mundo, da gastronomia à arte. Como são bons de economia eles conseguem importar e reter os melhores talentos de todas as áreas, mas sem uma tradição natural;
2) São prisioneiros do consumo como símbolo de status. Pesquisas mostram que 95% dos produtos que eles consomem vai para o lixo em até 6 meses. A cultura da comparação, tudo pelo showbusiness. O complexo dos “winners vs losers” mata mais gente lá por depressão que em qualquer outro país do mundo;
3) Vivem em um patriotismo cego, bitolados. Não são um povo cordial. Suas políticas externas são altamente questionáveis, suas políticas de controle interno são alienantes, etc.
Enfim, os caras são bons, mas longe de serem perfeitos. Assim como outros grandes países eles têm suas virtudes e defeitos. Depende do critério que se observa: pioneirismo, qualidade de vida, etc.
Só não acho justo enaltecê-los comparando o que eles têm de melhor com o que o Brasil tem de pior. O Brasil é uma pais extraordinário, e talvez a sua maior riqueza seja justamente sua própria diversidade cultural. Mas aí já abre-se outra discussão, que fica pra próxima.
Abraços,
Acrescento que lá as relações entre as pessoas são mais valorizadas, as regras são obedecidas, as promessas cumpridas, a autoridade respeitada tanto por quem exerce o cargo quanto por quem é servido por ele; os produtos são melhores, etc; por um fator que não conhecemos aqui. O clima. No hemisfério norte, as pessoas precisam confiar umas nas outras porque a vida depende disto. Há frio insuportável. A gente tem que abrir a porta de casa para o outro entrar, se não ele morre. E o outro tem que respeitar a nossa casa, porque se todo o mundo fechar a porta por segurança, todos morrerão.
As autoridades respeitam o cidadão porque sabem que existem para serví-lo. E o cidadão sabe que a autoridade tem que servir a todos.
Os carros têm que ser bons porque se pararem em uma estrada no inverno, todos os ocupantes morrem.
Então desenvolveu-se a interdependência entre as pessoas. A caixa do supermercado devolve 1 centavo porque sabe que o preço do produto foi calculado levando em conta uma cadeia interminável, que ela não tem o direito de alterar retendo troco.
Em espaços de uso comum o bom senso impera.
Eu costumo brincar com os amigos dizendo que os EUA são o território em que Deus e o diabo travam a batalha sem fim. Tem muita coisa ruim lá; mas em compensação, a maioria das coisas boas também saem de lá para o mundo. Ou alguém acha que os japas são fãs dos americanos de graça, mesmo depois de terem levado duas bombas atômicas na cabeça? São inteligentes. Nós deveríamos ser também.
Essa coisa do jeiitinho brasileiro é uma verdadeira praga cultural, acaba com a possibilidade de conviver os de uma maneira decente em sociedade, pois sempre vai ter alguém querendo levar vantagem e isso acaba levando as outras pessoas a tentar se antecipar para não ficarem pra trás, o que no final acaba gerando um ciclo cada vez mais vicioso. Infelizmente aqui nós não vemos os outros como pessoas (como acontece nos EUA, Europa, etc) mas como concorrentes que precisamos superar.
Tive uma experiência semelhante a tua numa viagem em que fiz alguns trechos domésticos e tudo funcionou muito bem na hora de embarcar. A moça da companhia chamava os grupos e todos iam e se enfileiravam forma organizada e civilizada. No ultimo trecho, de volta para o Brasil, assim que ela chamou o primeiro grupo todos os brasileiros se amontoaram, sem respeitar fila ou grupo, só tentando entrar no avião o mais rápido possível, foi triste e embaracoso, especialmente vendo a cara dos americanos que iriam embarcar mas não entendiam nada.
Uma outra coisa que sempre ridicularizamos dos americanos é o patriotismo deles. Eles têm um orgulho verdadeiro de seu país (é claro que muitas vezes acabam fazendo barbaridades por conta disso) e fazaem questão de deixar isso bem claro para todo o Mundo. Aqui no Brasil o país só é lembrado e amado na copa do mundo e em alguns eventos esportivos, nos outros momentos é apenas um lugar onde moramos e onde cada um deve tentar levar o máximo de vantagem possível, sem se preocupar com o conjunto de pessoas ou com o país que essas pessoas representam.
Ótimo post Jordão, ta de parabéns!
Que blog legal!
Legal, concordo – os norte-americanos sabem respeitar o espaço e direito do outro cidadão. No Brasil, as pessoas educadas são taxadas como Zé Mané. Admiro neles a disciplina já comentada aqui e o gosto por trabalhar, as pessoas sempre bem atenciosos e com motivação – isto faz a diferença. Também admiro neles a garra para empreender, a cultura de criar e fazer acontecer.
Mas nós temos nossos méritos, não trabalhamos de forma sequenciada, somos multitarefas e o Brasil tem formado excelentes executivos, adaptáveis a mudanças e diferenças.
De fato, precisamos copiar a cultura empreendedora, o respeito, o patriotimo, o esforço para melhorar sempre, e também as políticas tributárias. Nosso governo tem tirado o foco das empresas, com as últimas mudanças relacionadas às obrigações fiscais. Milhões de dólares gastos para adaptar sistemas e processos. Nosso modelo é muito complexo. O modelo tributário americano é muito mais simples e deve sim, ser copiado e implementado. É impressionante realmente como os EUA mudaram o mundo e a forma como vivemos. Mas hoje, eles estão pagando o preço da cultura exagerada de consumo. Contudo, sabemos que darão a volta por cima, porque USA é USA!
1º OS EUA estão quebrando.
2º Quem inventou o avião foi Santos Dumont.
3º Leia o livro: Bandeirantes e Pioneiros.
Eu ri do baba ovo ai! HAHAHA
Cara, por que o Brasil tem que copiar os sistemas dos outros países? Não é muito melhor criar uma própria maneira de viver aqui? Pense nisso!
Concordo com você, só um detalhe, o avião e uma invenção brasileira, apesar dos americanos reivindicarem isso, o mundo reconhece que o avião e nosso !!!!
Concordo contigo Ricardo!
O brasileiro precisa aprender muita coisa não só com americanos (não todos é óbvio, tem muito retardado sem cérebro por lá TAMBÉM), mas com europeus, asiáticos, australianos,…
Outra coisa é… americanos NÃO trabalham por U$3,00 A HORA…. acho que esse ponto explica um pouco o “rodapé da parede que ninguém vê”… normalmente quem trabalha com gesso e pintura de interiores ganha MUITO… fica aí uma lembrança… grande abraço a todos!
Cara, essa nação que vc tava falando no vídeo é uma desgraça pra humanidade, ela que apoia o capitalismo, são responsáveis pelas maiorias das queras no mundo e ainda por cima tem preconceito contra nós.
Como uma pessoas pode gostar da bosta dos EUA?