O que fazer diante de uma proposta de fusão.

PERGUNTA: O que fazer diante de uma proposta de fusão financeiramente interessante mas que irá descaracterizar totalmente a identidade da sua empresa? Tenho receio (suposição) de que no futuro não dê certo e a marca seja diluída.

MINHA RESPOSTA: Historicamente falando na grande maioria das fusões e aquisições 1 + 1 = 1,5.

A Cisco acaba de descontinuar a FLIP, uma linha de produtos fantástica que eles compraram 2 anos atrás e que sozinha caminhava as mil maravilhas. Quando comprada pela Cisco, foi para o saco.

O fato é que a CULTURA de ambas as empresas tem que ser MUITO PARECIDAS para que a fusão seja bem sucedida.

A Amazon comprou recentemente a Woot e a Zappos, e aparentemente nada mudou nessas operações.

Do ponto de vista do consumidor, ele não tá nem ai para quem é dono do quê. O que interessa para o mercado é continuar a receber um serviço matador, um produto dúca, e bastante inovação e atenção.

Do ponto de vista de marketing, é muito difícil para qualquer empresa ser percebida como "faz-tudo" pelo consumidor.

Portanto, teoricamente é MUITO MAIS negócio em uma fusão, manter a marca das empresas funcionando, suas equipes etc.

AGORA, um dos propósitos da fusão é reduzir custos. Portanto, quando existe duplicidade de tarefas, um dos dois deve dançar.

Se a cultura de ambas as empresas forem as mesmas, teoricamente ambas tomarão a mesma decisão de cortes etc ferindo assim muito pouco os resultados e a cultura da empresa como um todo.

VAMOS QUE VAMOS!!!

ARREBENTA!!

 

Um comentário em “O que fazer diante de uma proposta de fusão.

  1. Uma não precisa diluir ou engolir a outra. A parceria pode ser feita para segurança financeira de ambas e as marcas continuam com seus públicos disitntos.
    Convenhamos, sem competitividade não há vendas. Então seria a perfeita oportunidade para que ambas as empresas criem cenários de mercado, simulem alta competitividade, disputa acirrada e aumentem as vendas.
    A Microsoft possui boa parte das ações da Apple. A Samsung produz grande parte dos componentes dos produtos da Apple.
    A Motorola já foi fornecedora de processadores da Maçã.
    Alguém aqui realmente ainda acredita que a competitividade entre as empresas é algo do acaso?
    Eu acredito que é um cenário completamente manipulado para que o consumidor acredite que haja competitividade e escolha sua bandeira.
    Engolir ou diluir uma marca que está bem é uma opção em uma fusão. Não uma regra.

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