Você precisa se esforçar mais para ser odiado.

Odio

“É melhor ser odiado por aquilo que você é do que ser amado por aquilo que você não é.”

Eu conheço uma menina de 15 anos anos que acaba de ganhar dois peitos de silicone de presente de aniversário.

Ela não pediu que lhe dessem um iPad, um iPhone, uma viagem para a Disney, um dia no SPA com as amigas, ou um carro zero quilômetro, ela queria desesperadamente dois peitos de silicone. Era silicone ou nada. 

Surpreso? 

Não fique. 

Você também já deve ter feito alguma loucura parecida para ter o “design” necessário para ser amado pela galera. 

O problema é que esse desespero maluco das pessoas em ser amadas por todos a sua volta está levando o mundo dos negócios a falência criativa. 

Você sabe, eu sei, a minha filha de seis anos sabe, todo mundo sabe: ao tentar ser tudo para todos você acaba sendo nada para ninguém.  

E mais, você acaba comprando algo que não gosta para satisfazer pessoas que você não conhece para parecer algo que você não quer ser. 

Eu penso que as pessoas precisam se esforçar um pouco mais para serem odiadas por outras pessoas. 

Esse negócio de ser percebido como gente boa por todo mundo não tá com nada. Ser odiado por alguém não é uma coisa ruim. De fato, é uma coisa muito boa para você e para quem te odeia. 

É bom para você porque finalmente você está saindo do quadrado e defendendo alguma causa que realmente mexe com as pessoas. Agora você está exposto, e tem que fazer alguma coisa para provar a todos que a sua idéia faz sentido. 

É bom para quem te odeia porque faz as pessoas se emocionarem, mexerem com os seus neurônios do cérebro para – no mínimo – refletirem seriamente sobre suas próprias crenças. 

Se alguém odeia você, ou a sua idéia, é porque você está próximo de encontrar alguém que vai amar você e a sua idéia. Amor e ódio são dois lados da mesma moeda. Ao ser odiado, pode ter certeza que será amado. 

Se ninguém te odeia, ninguém te ama. 

Se todos gostam das suas idéias é porque você ainda não chegou em uma idéia realmente arrojada.  Se ninguém te odeia, você não passa de um cara commodity dizendo coisas banais. 

Se você está me odiando por dizer essas coisas, o cara sentado ao seu lado está amando. Pergunte para ele, ou envie o texto para alguém que você conhece, a reação será completamente diferente da sua. 

Se você quer realmente mexer com as coisas, você precisa, como eu, incomodar as pessoas, fazê-las se emocionar, ficar com raiva, p da vida, odiar.

Se você tem uma vontade genuína de mexer com o status quo, se expor, e expor as coisas erradas que precisam de mudanças, eu recomendo que você pratique no seu dia-a-dia as seguintes idéias: 

1. Você deve se importar mais do que as outras pessoas pensam que é inteligente.  As pessoas se apaixonam tão facilmente pelas próprias idéias que acabam não se preparando o suficiente para vendê-las para outras pessoas. Importe-se com as idéias dos outros mais do que elas mesmas. Sabatine essas pessoas com as Perguntas Óbvias: Quem, Como, Quando, Por que, Com Quem, O Quê, Quanto, Onde, Quando. Exemplos: “Quem você vai ajudar com essa idéia? Como você vai executar? Quando começa e termina o treinamento das pessoas? Por que você não escolheu o método X? Com quem vamos financiar? O quê vai acontecer se der tudo errado? Onde vamos estar se não encontrarmos as pessoas certas? Quando os concorrentes vão nos alcançar?”. Os donos das idéias vão te odiar, mas alguém precisa se importar com o sucesso dos outros mais do que a si mesmo. 

2. Você deve se arriscar mais do que as outras pessoas pensam que é seguro. A única maneira de você agregar valor nessa vida é dizer o que você realmente pensa sobre as coisas. O seu ponto de vista corajoso sobre a sua realidade é o que realmente interessa para ajudar a empresa a visualizar o futuro e tomar uma direção realista no presente.  Algumas pessoas vão te odiar por trazer a superfície um novo ponto de vista que ninguém havia pensado ou considerado, mas é para isso que você veio. Você não serve para realmente nada quando deixa de servir a essa função. Você deve estar sempre preparado para expressar a sua opinião e recomendação sobre qualquer coisa para todas as pessoas que você encontra em todas as reuniões. 

3. Você deve ser mais desinteressado do que as outras pessoas pensam que é interessante. Use descaradamente smartphones & notebooks durante reuniões boçais sobre projetos banais que você é forçado a participar porque eventualmente o dono da idéia tem algum status ou poder na empresa. Faça o dono da idéia perceber o quanto você está desinteressado com o projeto do cara, faça o cara ficar verdadeiramente incomodado com a sua completa dispersão a ponto de ter que ser objetivo, inovador e assertivo. Entre um e-mail ou outro que você responde no seu iPhone, faça perguntas agressivas para complicar a vida do cara. Exemplo, “Como vamos medir o retorno sobre o investimento nesse projeto?”, “Se essa idéia é tão bacana assim, por que não fizemos isso antes?”, “Se a idéia é tão bacana assim, por que o nosso concorrente ainda não fez?”, “Quem já quebrou a cara colocando essa idéia em prática?”, “Você já perguntou aos nossos clientes o que eles acham dessa idéia antes de seguir em frente com a execução?”. Não dá para ser interessado em tudo, e nem dizer que tudo que a sua empresa faz é realmente interessante; simplesmente pule fora de tudo que considerar desinteressante. Ajude a empresa a continuar na busca por projetos realmente inovadores, seja desinteressado!

4. Você deve ser mais arrogante do que as outras pessoas pensam que é aceitável. Comporte-se como um Lorde quando as pessoas estão de shorts e camiseta, seja sério quando todos tiram barato de tudo, deixe a festa antes de terminar chegue depois que começou, use o seu próprio notebook porque é melhor do que o notebook que a empresa oferece. Tenha orgulho do prêmio que recebeu, exponha para todo mundo ver, tenha orgulho da escola que estudou, exponha o diploma para todo mundo ler. Não faça pesquisas para descobrir o que o cliente quer ou pensa, ofereça o que você tem orgulho de fazer. Se você tem orgulho do que faz, alguém parecido com você nesse mundo também terá, e se transformará em seu cliente. Só conte piadas que faz você rolar de rir, só venda produtos que você também usa. Não pergunte ao cliente o que ele quer, diga a ele o que ele precisa.  Dane-se aqueles que não concordam com essas premissas, se alguém realmente discorda, alguém realmente concorda. Encontre o cara!

5. Você deve sonhar mais do que as pessoas pensam que é prático.  Dadá Maravilha, o carismático goleador que se dizia melhor do que o próprio Pelé, tinha um pensamento bem bacana sobre empreendedorismo. “Eu nunca aprendi a jogar futebol. Eu estava sempre ocupado fazendo gols”. Hoje, todos nós estamos cercados por um monte de babacas que sabem tudo sobre marketing, vendas e administração. Eles sabem fazer apresentações fantásticas em powerpoint, eles sabem criar relatórios como ninguém, eles sabem cortar custos como um açougueiro e torrar dinheiro como uma dondoca em um shopping center luxuoso, mas os caras não sabem fazer gol. Eles sabem “administrar”, mas não sabem vender. Eles sabem fazer gráficos de pizza que não emocionam nem o cara que coloca a pizza no forno. Traga problemas para a turma da tática e da técnica!! Faça GOL! É assim que vamos levantar a torcida! Estamos cercados de pessoas que se consideram técnicas vivendo uma enorme escassez de sonhadores. Você já ouviu falar de Alexandre, o Médio? Nunca! Os médios passam pela vida desapercebidos. As pessoas só conhecem o Alexandre, o Grande! Para que pensar “médio” se você pode pensar grande?

Eu odeio as pessoas que querem ser amadas por todos. Quando encontro uma figura desses na minha frente, eu faço de tudo para tirá-lo do conforto da sua mediocridade. 

A última figura que encontrei pela frente foi a mãe siliconada da filha que ganhou os peitos de silicone. Eu acho que ela ficou despeitada quando eu disse a ela o que eu penso sobre a sua decisão de liberar os peitos para a filha. 

Faça um esforço para ser odiado por algumas pessoas, NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

32 comentários em “Você precisa se esforçar mais para ser odiado.

  1. Ricardo, consegui ate sentir o odio que vce estava sentido.
    Parabéns!!!
    Rivanilda/Goiania-Go

  2. Eu gostei do conteúdo do artigo. Tenho dois filhos e o de 12 anos, começou a ir ao colégio de boné. Eu quis saber por quê, ele disse que o cabelo dele era feio e que iam zuar com ele se fosse com o cabelo daquele jeito. Eu disse a ele que eu achava o cabelo dele lindo, que se estiver lavado e penteado, mesmo que não esteja do jeito que é o do cara da televisão, que tem um topete charmoso, ele continuava com o cabelo lindo.
    Ele disse que queria ter o cabelo igual o daquele cara, eu perguntei por que e ele disse que era o cabelo que ele queria ter para que ficasse mais bonito.
    Então, para concluir a nossa conversa, afinal já era 6h40 da manhã e ele tinha que ir para a aula, eu disse: Filho, você não tem que parecer aquele cara para ser bonito, você tem que aceitar seu cabelo do jeito que ele é e se o lance é ter topete, use esse creme aqui, mas, não se esconda atrás do boné!
    Agora ele vai dias com boné e outros dias sem…não está mais griladão com o cabelo…vamos ver qual vai ser a próxima moda, afinal está apenas entrando na adolescência, uma fase de aceitação no grupo e principalmente aprender a aceitar a si mesmo.
    Abraço. Claudia.
    ah, mas, se ele vier pedir silicone, daí vou interná-lo! rsrs

  3. Renato,
    Quando duas pessoas pensam igual, uma das duas é desnecessárias.
    Quando duas pessoas pensam diferente o tempo todo, as duas são desnecessárias.
    Eu expulsei quem jogava pedra sem apresentar nenhuma proposta decente.
    Eu já sei qual é o resultado que eu tenho ao deixar qualquer zé mané (como estava acontecendo) postar qualquer coisa como se aqui fosse a casa dele.
    Na verdade eu fiz um favor para os trolls. Agora eles tem que montar o seu próprio site. Eu gostaria muito de virar comentarista do site deles. Cade?
    Agora, eu quero ver qual é o resultado que eu obtenho ao forçar as pessoas a escreverem algo a partir do momento que alguém além delas tem que gostar.
    E, como eu disse no texto acima, eu não preciso fazer pesquisa de satisfação com clientes para entender o que o cliente precisa. Dane-se quem não concorda com isso.
    Você pode atacar as idéias a vontade. Be my guest.
    Ricardo

  4. Depois de dar boas risadas – Alexandre “O Médio” (rsrs, ótimo!) – parei para revisar meu modo de ser, o que e como fiz tudo até agora. Uma coisa é certa, a madureza faz jus ao antigo ditado “pau que nasce torno morre torto”. Nossa ainda bem! Quer dizer que a natureza leva a gente a ser a gente mesmo. Não adianta disfarçar, não é isso, Ricardo?Adorei o texto, não somente ao me imaginar nas situações sugeridas, coisas que fiz e faço mesmo. A de sair antes e chegar depois, será que estou me fazendo odiar por isso? Juro, nunca foi proposital! Fato é que se alguém vai me aprovar, comprar, acreditar, ou coisa assim, só o fará pelo que sou. Não adianta disfarçar. De repente me orgulhei de ser a chata das reuniões de produtos, perguntando detalhes, instigando mesmo. Mas, convenhamos se ainda tenho dúvidas, se ainda não há respostas para elas, como vou ter certeza que comprei a idéia, que posso sair por aí vendendo isso ou aquilo. E de quebra ainda me divirto com toda a equipe comercial tirando uma da minha cara, trocando meu nome (nossa nem imaginei que podia ser tanta gente assim, hehe!). Afinal, do pouco ou muito que sei, o fato é que se chamo essa atenção toda, êpa: Estou na vitrine! Acabamos nos vendendo todo o tempo. E ser a gente mesmo é uma delícia, como se colocar na vitrine. Tem gente que vai odiar, tem gente que vai gostar e tem gente que vai comprar. Fiquei super aliviada com seu texto. O que mudou em mim? Talvez a dica de reinterpretar minha voz interior e deixá-la me guiar mais. Por “enquanto” valeu. (é assim que eu sou… pode trocar meu nome agora, rs).

  5. Caro Ricardo,
    Comecei a receber seus e-mail não sei como, cheguei a ler alguns, outros já deletava.
    Mas nesse post você se superou!!! Meus parabéns, otimo assunto abordado. Penso realmente da mesma maneira.
    Daqui pra frente seu site é parada obrigatoria.
    Mais uma vez meus parabéns.
    Abraços
    Rafael Mares

  6. Ótimo texto, ótimo ponto de vista.
    Realmente esse negócio de política da boa vizinhança é um saco, hipocrita ao extremo e, convenhamos, chato pra caramba.

  7. Fala Ricardo,
    Entao bicho, sou eu aqui novamente, o Gustavo do video…
    Bom, eu so pude mandar aquele video para voce justamente pelo fato de eu ter sido odiado no cliente em que trabalhava e ate chegar a um ponto em que os caras arrumaram um jeito de se livrarem de mim por la.
    Eu sou consultor JD Edwards ha 10 anos, trabalhei em varias empresas grandes e pequenas, ja tentei meu proprio negocio, e trabalho com TI desde os 17 anos de idade. Apesar de ser novo, ja estou com quase 20 anos de carreira.
    O negocio eh que quando voce comeca ver as cagadas que vao acontecendo e voce, na condicao de consultor – onde a maxima eh que o cliente tem SEMPRE a razao – voce comeca a colocar em xeque a sua propria filosofia de vida e conceitos.
    Eu passei praticamente 4 anos engolindo sapo, vendo as cagadas acontecendo, as piores praticas sendo executadas no sistema, uso totalmente irresponsavel dos recursos, hard coding e tudo de mal que pode se cometer contra um sistema. Na verdade eu ate tentei amenizar a coisa, criando alguns programas para automacao de tarefas – sempre me perguntava: como pode alguem de TI ter que mandar email e escrever na mao informacoes dos projetos?? Ora bolas, vamos montar um sistema que faz isso automaticamente e eu nao perco meu tempo digitando um email toda hora…
    Criei inclusive um framework para cuidar das interfaces do JD Edwards com sistemas legados – desde um repositorio central dos arquivos de entrada / saida ate funcoes para facilitar a checagem e erro dos arquivos – incluindo uma ferramenta onde voce muda “on the fly” a referencia dos arquivos, como path, nome do arquivo e servidores, para evitar mudanca de codigo… E nao era so isso!! Quando o sistema por algum motivo abortava, os operadores poderiam consultar essa aplicacao para obter um help nos processos, como quem ligar em caso de problema, etc… E nos, consultores, iamos la para consultar um “knowledge garden” das acoes tomadas – eu montei um blog no sharepoint e personalizei os campos de comment com os dados necessarios para o cara ir la e logar a atividade e como se resolveu o problema para que na proxima vez, voce va direto ao ponto!
    Bom, nada disso que eu falei para voce vingou. Somente eu usava esses sistemas e procedimentos.
    Dai comecaram um projeto de upgrade do JD Edwards, totalmente sem pe ne cabeca, sem planejamento, metodologia e documentacao. A partir dai comeca a historia. Depois de ir 2 anos seguidos em Sao Francisco e ver na pratica, direto com os caras como se faz um upgrade, eu mudei a minha posicao e comecei a ser mais critico e colocar os caras na parede. Mas assim, na lata mesmo! Foi bem estressante voce ver uma apresentacao totalmente infundada e sem razao acontecendo, depois de meia hora a pessoa falando e eu futucando de bobeira no meu iPad, fazer uma pergunta no final da apresentacao e jogar aquela meia-hora no lixo, pois estava tudo errado!
    Senti na pele o que eh ser odiado na empresa.
    Enfim, em uma bela sexta-feira, cheguei ao trabalho, e fiquei sabendo por alto que o projeto upgrade tinha sido colocado “on-hold” e quando liguei pro meu gerente da consultoria que trabalho, ele me informou que eu deveria deixar a empresa IMEDIATAMENTE.
    Sai com a alma tao lavada e cabeca tao erguida, que voce nem imagina! E isso por que ha umas 3 semanas antes eu havia pedido para sair pois eu ja nao aguentava mais!
    Mas, vou te dizer, uma coisa que me chamou muito a atencao quanto a isso, foi depois que um outro consultor indiano de uma outra consultoria contratada especifica para o projeto de upgrade, mandou um email chamando todo mundo de idiota, assim, na lata, dizendo que sao inconsequentes, triviais, nao inteligentes… Usando esses termos mesmo!! Do jeitinho que escrevi!!
    Bicho, aquilo para mim foi a gloria!! O cara falou tudo que eu em quatro anos nao tive coragem (na verdade nao podia falar, mas isso eh outra historia)
    Que atitude!! Mas, enfim, ambos fomos limados, mas eu tenho certeza que empresas como aquela nao sao lugares para pessoas como nos!
    Abraco,
    Barizon.

  8. Ricardo gostaria de escrever em aramaico:
    “Você é O Cara!”
    Abraço do
    Sabbadin .’.

  9. Faz sentido as suas colocações, não podemos ser genéricos e tão pouco querer agradar todo mundo. Cada pessoa tem seus conhecimentos personalizados e sua forma de pensar, uns são mais críticos outros não, uns espertos em partir para cima em busca de explicação, outros aceitam tudo. Porém estes que aceitam e concordam com tudo, simplesmente são” Maria vão com as outras” e não agrega nada.
    gostei da sua expressão de raciocínio lógico.

  10. Parabéns;; batuta mesmo!
    Acredito que podemos ser uteis, se babarmos menos nos ovos dos chefes…Mas tem a lei..nunca saiba mais que o mestre(o cara que tem a grana).. de resto,, é batalhar.. batalhar.. e meter bronca!!!

  11. Você fala bastante abobrinha mas este texto êh muito bom…!
    Seja quente ou seja frio, se for morno,te vomito!!
    Abs

  12. Ricardo,
    gosto muito das suas idéias! Seus textos me inspiram e me motivam pra caramba… este do “Você precisa se esforçar mais para ser odiado.” então, você matou a pau, fantástico!!! Obrigada!
    bjs,
    Fabia

  13. Ricardo,
    Adorei o seu texto.
    Esses ultimos dias estava cá com meus botões pensando em como estava me tornando medíocre ao fazer o que todo mundo faz, ao tentar agradar as pessoas, ao criar dependencia do modus operandi… Percebi quão triste e patética estava sendo ao abraçar esse paradigma do “médio”.
    Já estava me esquecendo de como é bom ser autentico e ousado. Preciso me esforçar pra voltar a ser odiada.
    Seu texto foi inspirador! Obrigada.
    Sds,
    Andrea

  14. Gostei muito do texto pela sua fuga do lugar comum e pela coregam do autor. Já me falaram uma vez que só é verdadeiramente livre quem não tem medo de ser ridículo. Fico me perguntando como Copernico se sentiu ao afirmar alguns séculos atrás que era a terra que girava em torno do Sol.
    Este texto é para aqueles que têm ciência de suas qualidades e defeitos e ainda assim, tem a auto-estima necessária para ocupar seu espaço no mundo sem medo de parecer ridículo.
    Vou ficar de olho e quando surgir um tema que eu discordo, eu vou descascar o verbo (RaRaRa…). Um grande abraço, Ricardo.

  15. Em minha opinião os caras eram inteligentes e atacavam seus textos nas “emendas” (incoerências) que eles apresentavam. Isto fazia você sangrar bastante. Essa estória de “favor aos trols” e conversa pra boi dormir.
    No século XXI, o seu é o único blog que só contém elogios aos posts (nem o do Kadafi é assim). Bom, neste caso fico com sua observação: quando todos tem opiniões iguais é por que são desnecessários.

  16. Jordão,
    Sugestão:
    Promova um forúm, uma incubadora, um espaço, um blog, um twitter, sei lá, para o pessoal que contribui aqui com comentários construtivos possa criar negócios em conjunto.
    Certeza que sai coisa boa.

  17. Ricardo,
    gostei muito do comentário do Gustavo Barizon.
    Talvez por, de certa forma, ter me identificado com ele.
    Mas é aquilo, quando vc tá cheio de vontade de fazer as coisas acontecerem, e vê claramente certas coisas realmente bizonhas, e quando falo bizonhas, é porque sei do que tô falando e muitos aqui já viram ou fazem coisas assim.
    Cara, depois de um certo tempo tentando, falando, explicando, demonstrando os resultados negativos que certas maneiras de se fazer determinada coisa ,provocam, dá uma vontade enorme de… jogar tudo pro ar… pra ser bem educado, mas pra ser sincero, dá vontade de falar… CAMBADA DE BURROS DO CASSETE…
    Mas não vai adiantar de nada, né mesmo….
    Realmente tem atitudes que se encaixam naquela frase: “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia.”
    Mas eu queria é ler um ou mais exemplo seu, no ambiente de trabalho, onde vc foi odiado por fazer ou tentar fazer as coisas funcionarem e tendo que aturar as bizonhices sendo feitas bem debaixo do seu nariz. E se valeu a pena, apesar do desgaste que isso dá.
    abraço
    Julio Silva
    e tem aquela frase: vc quer ser feliz ou ter razão?

  18. Julio,
    Eu tenho problemas com esse tipo de coisa literalmente TODOS OS DIAS. Eu posso dar exemplos diários sobre isso. Ontem mesmo durante o evento PENSANDO GRANDE da Microsoft, muita gente gostou do que eu falei, muito gente ficou indignada. Certamente perdi negócios e fechei portas ao falar o que eu penso.
    Dois dias atrás, fechei outra meia dúzia de portas quando falei outras verdades durante uma apresentação que foi amada por meia dúzia de pessoas. Parte odiou, parte amou. Parte nunca mais vai olhar na minha cara, parte quer me contratar.
    Quando eu abro a boca eu tenho o poder de ser odiado ou amado.
    Posso te dizer que esse tipo de postura é realmente um fardo. Mas, somos o que somos. Prefiro ser odiado pelo que eu sou do que amado pelo que eu não sou.
    Vamos que vamos!
    Ricardo

  19. Concordo com o Post, mas lendo os comentários faço uma ressalva. Cuidado com a ordem dos fatores: Primeiro se torne um “Grande Profissional” e depois adote esta “filosofia”; e não; Adote esta filosofia tentando mostrar que é “o Grande profissional”. A segunda opção não é sustentável. Se você questiona, dá a liberdade de ser questionado, se você responde o e-mail em reuniões, também dá a liberdade para que outros profissionais, que se acham os caras (e não são) respondam emails em uma reunião organizada por você.
    Amigos, a grande reflexão é: Antes de ser “odiado” pelas outras pessoas, se “odeie” (critique-se e melhore)…E isso é muito difícil!

  20. mas… porque aqui no blog ninguém te odeia? Será porque no mundo real não podes iniciar a palestra com um “Os Comentários no Blog da BIZREVOLUTION são moderados. Por favor participe da conversa com comentários construtivos” ???
    Gostaria imensamente de saber como seria sua performance por aqui sem esta “trava” que te permite filtrar só o que lhe interessa…

  21. Rubenita (se esse for realmente o seu nome),
    O site é meu. A casa é minha. Só entra aqui quem eu acredito que merece. Ponto.
    O que eu faço com quem me odeia? Eu ignoro. Não abro espaço para quem me odeia. Ponto final.
    Mas, tenho uma sugestão para você. Levanta um blog chamado anti-bizrevolution e perca o seu tempo me odiando.
    Eu tenho mais o que fazer do que perder tempo com quem não acrescenta nada.
    Como eu digo o tempo todo, “quando duas pessoas pensam igual, uma é desnecessária. Quando duas pessoas pensam diferente o tempo todo, as duas são desnecessárias”.
    Se você acredita em algo que eu não acredito, faça um bem para a humanidade: EMPREENDA a sua idéia sem encher o meu saco. Se o que eu falo está errado, o problema é meu.
    MAS, enquanto você quer debater o sexo dos anjos, eu já fui para o céu e o inferno duas vezes.
    Você pode atacar as minhas idéias o quanto quiser. Atacar as pessoas você não pode.
    Não permitirei que covardes façam na web o que não tem peito de fazer ao vivo.
    Se alguém tem algum problema comigo é só me encarar cara-a-cara. Tô esperando.
    A web é feita para trocar idéias. Seja ADULTO e troque idéias.
    Ricardo

  22. “Se você quer realmente mexer com as coisas, você precisa, como eu, incomodar as pessoas, fazê-las se emocionar, ficar com raiva, p da vida, odiar”.
    Bom… pela sua reação então eu estou no caminho certo?

  23. Rubenita,
    A resposta que eu dei a você eu copiei e colei de outras dezenas de vezes que eu tive que dar a mesma resposta.
    Dont worry, para mexer comigo precisa muito mais que isso.
    ARREBENTA!
    Ricardo

  24. É cara, odiei essa idéia sua.
    Mas acabei sendo forçado a aceita-lá, pois quase tudo que voce falou é verdade.
    É como o grande “Steve Jobs”, sempre odiado por todos os seus amigos e colegas de trabalho e chegava a ser considerado insuportável. Mesmo assim um grande homem, que revolucionou o mundo com as suas idéias incríveis.
    Digo que odiei pois não vou mentir e estou seguindo suas dicas :-), mas não vou aceitar tudo pois já tenho um padrão de vida formado.
    Abraço 🙂

  25. Olá Ricardo,
    Leio alguma coisa sua praticamente todo dia desde quando participei do seu curso de vendas a uns 5 meses e cara, concordo em muitas coisas com você e já discordei de outras, mas esse texto aqui mostra perfeitamente o que estou vivendo agora. Algumas pessoas na empresa que trabalho me odeiam, mas a falsidade reina, sorrisinhos de canto de boca, sabe como é? Tudo isso porque eu não me calo quando vejo algo errado, bato de frente quando quero mostrar que a prioridade é o cliente e não como o programador quer fazer as coisas e por ai vai.
    Meu lema sempre foi, me odeie ou me ame, meio termo não funciona comigo!
    Parabéns pelas ideias e vamos arrebentar tudo!!

  26. Melhor que o texto sao os comentarios (alias tem uns comentarios que o que vale mesmo é a resposta)… Nao é atoa que seu lema é “Quebra tudo”. Sou um odiado limitado no mundo corporativo que esta empreendendo para ser odiado sem limites…

  27. oi Ricardo, me identifiquei com seu texto. um ponto que me intriga: como vc lida com a energia direcionada à vc por agir dessa maneira?

  28. Eu gostei muito! Já estou odiando de carteira! Muito bom!
    Outro tipo de abordagem onde você provoca para ter sempre algo mais de uma liderança, que as vezes precisa acordar mesmo ou mudar completamente.
    Estava assistindo a uns vídeos do Guilherme Machado e ele falou de você e aqui estou, o primeiro que li já foi uma pancada.
    Já estou dentro!
    Abraço!

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