Quem vai liderar a gente?

Você não tem uma alma. Você é uma alma. O que você tem é um corpo. 

Semanas atrás a Endeavor realizou um evento em São Paulo cheio de figurões do mundo dos negócios. Foi a coisa mais chata do mundo!

O evento da Endeavor reuniu o presidente da CPFL para falar sobre governança corporativa – em termos de embromation só perde para uma sessão de 15 minutos do filme “Xuxa e a Feiurinha” – ; o presidente do Banco Itaú para falar sobre empreendedorismo – jogaram o coitado no lugar errado – , o presidente do Milbank para falar sobre financiamento do crescimento – banco falando sobre financiamento do empreendedorismo? – , e o Sardenberg para moderar um painel sobre riscos e oportunidades no Brasil, entre outras chatices.

Até o horário do almoço ganhou um nome corporativo de doer no fundo da alma: “brunch de relacionanento”  - nem durante o almoço a turma tirou a máscara corporativa.  Engoliram o sapo. 

O evento foi todo gravado, e você pode assistir quando quiser no web site da Endeavor. (Recomendo que você assista as palestras como sonífero). 

Mas nem tudo foi chato. Teve coisa boa. 

Apesar de todo o conhecimento, bagagem e barrigas que estiveram presentes em cima do palco durante todo o dia do evento, quem roubou a cena mesmo foi o Wellington Nogueira, "CEO" da ONG Doutores da Alegria.

Nogueira subiu no palco no final do evento,  e destruiu as engrenagens da máquina corporativa ao soltar um comentário aparentemente “simplório” e inofensivo, “Hoje eu pude perceber que todos estão preocupados em como “reter talentos”, mas para mim esse tipo de necessidade é uma coisa muito esquisita; oras, se o cara que trabalha para mim é talentoso, se o cara é bom, por que temos que “reter o seu talento”? Não tem como reter o talento de uma pessoa criativa. Não tem como reter o talento de um palhaço. Inclusive, quando tentei reter o talento dos meus palhaços adicionando plano de carreira e outras filosofias do mundo corporativo, os meus palhaços perderam o tesão de fazer as coisas de maneira diferente e crescer.” 

Pela manhã, Beto Sicupira, mega blaster empreendedor brasileiro dono das lojas Americanas, Ambev, entre outras, soltou uma máxima que aparentemente passou desapercebida pela “galera” que assistia ao evento, mas me tocou no fundo da alma.  

Mario Chady, do Grupo Umbria, perguntou a Sicupira, “Agora que você comprou a Burger King, você vai aprender a comer hamburger?” 

Sicupira respondeu, “Tô fora. Eu posso até aprender a fazer hamburger, mas comer hamburger eu não vou.".

Foda.

(Desculpe o meu francês).

Que lixo de exemplo que esse cara deu. 

A turma do Sicupira vende agora todo tipo de droga: bala, chocolate, chiclete, salgadinho, cerveja, refrigerante e hamburger; e a galera do fundão ama muito tudo isso, então, bóra comprar McLanche Feliz para ganhar bonequinho de plástico, e depois vamos assistir filme “dubrado” no cinemark porque não temos saco para ler legenda de filme americano. 

Sei lá, entende, parafraseando Steve Jobs, “Você quer vender água com açúcar pelo resto da sua vida ou você quer mudar o mundo?”, argumento usado por Steve Jobs para convencer John Sculley a trocar a presidência da Pepsi para se tornar CEO da Apple em 1983. 

Quem vai liderar a gente?

Em breve, todos seremos líderes potenciais.  

É aquela velha história, quem deveria liderar o solo de guitarra em uma banda de rock? O guitarrista solo, é claro. Quem deveria liderar a segurança da rede da sua empresa? O especialista em segurança, e não o gerente boçal que mal e porcamente entende de relações interpessoais, e está mais preocupado com a quantidade de papel usado na impressora da rede do que se o trabalho foi feito ou não. Curiosamente, no ambiente em que tudo se mede, aquele que mastiga planilhas é o último a saber do que realmente está acontecendo.

Que saco essa moda da gestão de emoções. Os “Coachs de RH” conseguiram levar os líderes na conversa. Piada. Hoje, os “líderes” não entendem tecnicamente bulufas de nada, e por conta disso atrasam a implementação de qualquer novidade. O que antes levava 3 meses, hoje leva 1 ano. O que antes era decidido por dois caras, hoje temos que chamar 23 cidadãos para chegar a um consenso sobre o azul da embalagem. Até o padre da paróquia é chamado para atestar se o azul está dentro dos conformes celestiais. Na era da velocidade, estamos mais lentos do que nunca.  

É mais fácil você criar a sua própria planilha de controle de alguma coisa, do que esperar o gerente – que nem sabe mexer em uma planilha – criar uma. 

Quem vai liderar a gente? 

O cara que vende hamburger mas não come hamburger! 

Argh, Apertem os cintos, o piloto sumiu!

Quem vai liderar a gente?

Aqueles – eu espero – que lideram pelo exemplo de serem empreendedores. 

A coisa mais fascinante no Steve Jobs – eu tenho que citar o cara de novo porque ele é peça rara nesse sentido – é o fato dele se colocar como vendedor oficial dos produtos da Apple há mais de 20 anos. O cara é trilionário, tem milhares de funcionários em todo o mundo, centenas de marketeiros, diferentes agências de propaganda e eventos por todos os cantos, e ainda assim, trimestralmente, o cara dá a cara para bater, sobe no palco, e ele mesmo apresenta os produtos que a Apple está lançando no mercado. Quer dizer, se o produto for um fracasso, ele dança, se o produto for um sucesso, ele seta o exemplo de empreendedorismo para todos os outros funcionários. 

Por outro lado, eu sempre vejo o presidente da Nestlé no Programa do Amaury Junior dando entrevistas sobre gado, baladas etc, mas eu nunca vi o cara a frente do evento de lançamento da nova embalagem do Leite Moça. Ok, o cara tem um monte de vaca para cuidar, não tem tempo para perder com venda de produto, lançamento de novidades etc, isso é coisa de peão, trabalho mundano para o Steve Jobs fazer, ou a assessoria de imprensa da Nestlé, isso não é trabalho para presidente de multinacional.

Para mim o líder é a extensão da marca da empresa. Se o chefe gosta de vaca, de uma maneira ou de outra, todos os diretores estarão envolvidos com o assunto. Se o líder é vendedor, de uma maneira ou de outra, todos os seus apóstolos estarão envolvidos com vendas. Seja para puxar o saco, ou porque acredita, é assim que as coisas são, ladeira abaixo, até chegar na recepcionista e na tia do cafezinho. 

Quem vai liderar a gente?

Aqueles que são capazes de criar estruturas que não precisam da sua presença para prosperar. 

Nós vivemos em uma sociedade feita para quebrar. Tudo aqui é temporário. Hoje, durante o HSM Management, um palestrante imbecil falou sobre a importância de planejar o que queremos ser em 2035. Em 2035, 95% das empresas presentes ali não vão mais existir. 85% dos produtos feitos no mundo vão para o lixo em 90 dias. A embalagem do suco de laranja que você jogou no lixo hoje, foi feita 25 dias atrás. O papel que embrulha o bombom Sonho de Valsa que você detonou há pouco, foi impresso pela gráfica 15 dias atrás. Até os produtos da Apple são feitos para durar no máximo 3 ou 4 anos. 

É o preço que pagamos para sermos modernos. Temos que nos reinventar a todo tempo, e continuar avançando, com novas maneiras de fazer as coisas. 

O “pobrema” é que se não tomar cuidado, você não deixará legado algum para as futuras gerações.

O apartamento que você vai passar a vida pagando, será demolido 20 anos depois de você terminar de pagar. Se bobear, você passará pela Terra sem causar qualquer impacto, sem deixar a sua marca. 

Eu não nasci para ser uma peça da engrenagem de fazer dinheiro. De fato, eu não tenho respeito algum por líderes que pensam apenas em fazer dinheiro ou aparecer bem na fita. 

Eu nasci para fazer a diferença, deixar um legado, criar um cenário onde as pessoas se sintam “seguras” para levar suas vidas, educarem seus filhos, e mudar o mundo. 

Os romanos, por exemplo, foram um povo ultra avançado. Quando o Império Romano foi para o saco, tudo se perdeu. Os historiadores dizem que estamos 1.500 anos atrasados por conta da ignorância dos conquistadores de Roma que não quiseram compreender aquilo que não entendiam, e destruíram tudo. 

Hoje, você tem uma oportunidade sem precedentes na história da humanidade para deixar um legado da sua inteligência e experiência para as futuras gerações continuarem a construir um mundo melhor para o máximo possível de pessoas. 

A promoção contínua dessas experiências diversificadas levará a criação de um mundo que aceita todos os tipos de diferenças. A segurança, a prosperidade e a evolução do ser humano depende do seu envolvimento pessoal nessas iniciativas. 

Esse é parte do exemplo de liderança que você deve deixar nesse mundo; esse é o exemplo de líder que eu quero seguir. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

27 comentários em “Quem vai liderar a gente?

  1. É isso ai,
    Tem uma máxima que me move.
    Lidere-se a todo AGORA ou sejas liderado por outros líderes.
    MR.
    Liderar-se é a verdadeira arte de LIDERANÇA que muitos tentam descobrir em vão!

  2. Arrebenta,
    Show de bola este artigo!!! Como conversamos em Dallas, eu compartilho com o mesmo pensamento seu, julgo que estou neste mundo para fazer algo que realmente tenha relevancia!!! Que nossos(“nossos” sao os de todos) filhos, netos etc se beneficiem de poder viver num mundo melhor que o atual… Senao, minha passagem por esta vida nao teve seu papel cumprido…
    Parabens e VAMOS QUEBRAR TUDO!!!!
    Ah, excelente seu livro…
    Abraco

  3. Olá Ricardo,
    Ótimo assunto, ótima abordagem… tenho ótimas esperanças de efetivar o trabalho da BizRevolution em um futuro próximo que agregre a Ativa Tecnologia do Brasil Ltda.
    Tudo de bom e obrigado.

  4. Ricardo,
    Espero que estejas bem!
    Muito legal, sua abordagem!
    Três pontos foram “na mosca”: os exemplos do Beto Sicupira e Ivan Zurita (que dureza, hein!!!!!) e sua frase “Eu nasci para fazer a diferença, deixar um legado, criar um cenário onde as pessoas se sintam “seguras” para levar suas vidas, educarem seus filhos, e mudar o mundo”.
    É isso aí! Valeu!
    Super abraço e sucesso…sempre!
    Carla Matos

  5. Olá Ricardo, bom dia !
    Sigo você pelo twitter e leio seus artigos no bizrevolution, adoro ler seus artigos e sua forma de atropelar os problemas… vc atropela, quando leio seus posts eu sinto que vc escreve correndo, passando por cima de tudo, parece uma locomotiva.
    Eu sou apaixonado pelo empreendedorismo desde cedo, já empreendi varias vezes e quebrei a cara em algumas.
    Hoje trabalho em um emprego “formal”, recebendo um salário pelo tempo que frequento a empresa. Sou extremamente criativo e sinto que estou devendo para o mundo, encostado no meu emprego, sem poder contribuir com minhas idéias.
    Porque ainda não tenho um negocio próprio? Porque sou desorganizado financeiramente, não ligo para o dinheiro. Não costumo passar vontades, quero algo vou lá e compro.
    Tenho pelo menos umas 5 idéias novas de negócios todos os dias… Varias coisas que pensei à anos estão se realizando por outras pessoas.
    Escrevi para dizer que acho que minha hora ta chegando, estou me programando para sair do meu trabalho em menos de um ano, e como vc diz, QUEBRAR TUDO.
    Agradeço seus artigos pq sem duvida estão me dando mais coragem para dar essa virada na minha vida. Por favor, continue escrevendo, e caso precise de alguma ajuda pode contar comigo. Não sei por que, mas de tanto ler seus artigos eu sinto que te conheço e que sou teu amigo. rs…
    Forte abraço.
    Roberto Lopes

  6. E aí Ricardão lindo artigo.
    Acredito que estamos aprendendo tudo errado, aprendemos a uniformizar, aprendemos a padronizar, aprendemos diferente do americano que nosso quarto a empregada arruma, lá é obrigacao de cada um e aí nao vira esse bando de gente reativa esperando alguém fazer alguma coisa. Estou fazendo minha parte trabalhando com jovens de minha região já vi frutos.
    Faca na caveira,,,, vamo que vamo.
    Um abraço,
    Leandro

  7. Olá Roberto Lopes,
    Acredito que o primeiro passo é se organizar financeiramente, ou seja o “bla bla bla” (quanto mais economizar, melhor será para alcançar seus objetivos).
    Garimpar um bom sócio (meu caso era “igualzinho” ao seu).
    Enfim, que fique as dicas básicas e que já foram passadas pelo Jordão em outros posts.
    Até a próxima.

  8. Também me sinto Romana, Guerreira e contestadora. A verdade é dura e precisa ser dita. O palco do teatro corporativo precisa mudar urgente. A parte boa é que alguns empreendedores já se mobilizam e começam a pensar diferente.
    Parabéns pelo ótimo artigo!
    Miriam Torres

  9. Eu digo que hoje o grande problema das organizações chama-se “psicólogo”.
    Hoje estamos em uma “ditadura” de psicólogos dentro do setor de pessoas (chame como quiser: recursos humanos, departamento pessoal, capital humano, etc).
    Hoje as pessoas tem estar dentro do “perfil”.
    Eu sempre pergunto ao pessoal de Recrutamento e Seleção. O que seria esse “perfil”?
    Eles respondem: criatividade, espírito de equipe, liderança, etc. (Nota: pra mim, todos valores subjetivos que dependem de inúmeros fatores: meu chefe quer, mas permite??, etc)
    Eu pergunto: Se você recebe “currículos” e não entrevista ninguém fora do “perfil” como descobrir coisas de “gente” (valores perceptivos somente “ao vivo”) se você não entrevista “gente”???
    Ninguém me responde diferente, dizem: “Eu aprendi assim na faculdade” ou “Meu chefe quer assim”
    Ou ainda pior: “Não posso perder tempo com pessoas, imagina se eu for atender todo mundo???!!!”
    E eu novamente pergunto: Mas não é seu papel LIDAR (FALAR, INTERAGIR) COM PESSOAS???
    Novamente fico sem a resposta.
    Abs
    Rafael Bastos

  10. Olá Ricardo,
    Que maravilha de texto, de abordagem, de foco. Parabéns pelo excelente
    raciocínio expresso no “Quem vai liderar a gente?”
    Hoje eu havia acordado como naqueles dias que apenas parecem “mais um”.
    Confesso que seu texto me “acordou” para a vida… a vida que faz sentido,
    que faz me sentir viva … e que algumas vezes me perco dela… mas da qual
    nunca desisto!
    Adorei. Parabéns e obrigada pela “LIDERANÇA”!
    Silvia Yadini

  11. mto bom o texto de hj! e belo exemplo dos romanos.. qdo estive lá, um taxista romano me falou uma coisa interessante: o que mais o fascina sao os aquedutos, de km de distancia, construidos sem calculadoras ou computadores (logicamente), com a precisão que permitisse a água descer nao mto rapido e ir decantando as impurezas e chegar, de certa forma, limpa a Roma(que lição de engenharia!). E vieram conquistadores que afundaram td isso, idade média, etc etc.. Sempre uso o exemplo dos romanos tb.. Tb gosto mto desses tapas dos seus textos, dão uma dose extra de energia pra gte!
    Muito obrigada,
    Marta

  12. Marta,
    É isso ai, é isso mesmo. Depois dos romanos, a Europa entrou na idade das trevas. Para você ter uma idéia, o “banho” só voltou a rolar de verdade depois da guerra civil americana. Em Roma tomava-se banho desde sempre.
    ARREBENTA!!
    Ricardo

  13. Arrasou, Ricardo.
    Poucos tem a coragem de ‘meter a boca’ e ainda citar nomes.
    Parabéns!
    Bjs
    ANA CARBONE

  14. Ricardo!
    Profundo por demais! excelente artigo!
    Acho que na vida é a primeira vez que paro pra pensar no “legado”, no que permanecerá… Sei que o texto não é só disso, mas essa parte foi a que bateu mais forte.
    Gostaria que os demais leitores pensassem sobre isso também… esse não é só “mais um texto”… ele fala de vida, de futuro.
    Abraço e parabens pelo artigo.
    Mauricio

  15. É o tipico discurso que nos fortalece e nos dá o parâmetro de que nem tudo está perdido e que não se está sozinho a deriva nesse mar de sangue.
    A equipe da nova geração do pensamento está em desvantagem em número. Avalio que o processo deve continuar mas a verdadeira mudança só ocorrerá quando o mundo estiver livre da grande massa mercenária.
    “Aí minha véia, deixa a cenoura aqui. Com a barriga vazia não consigo dormir”. E com o bucho mais cheio começei a pensar. Que eu me organizando posso desorganizar…Comp.”João Higino Filho” / Nação Zumbi / Da Lama ao Caos.

  16. Excelente comentario
    tambem estou cheio de ouvir gente em eventos e palestras falando coisas sem sentido e as vezes eu mesmo sou uma dessas pessoas, principalmente em eventos de TI que participo.
    Obrigado pela porrada, vou precisar de mais algumas dessas para lembrar pra que é mesmo que eu vim ao mundo.
    Parabens!

  17. Ricardo,
    Pessoas como você sao raridade, senso crítico e bom senso.
    Quem vai liderar a gente?
    Incrível o contra senso entre alguns líderes e todos os livros e artigos publicados sobre lideranca que lemos e vemos todos os dias.
    Quando leio: “-O verdadeiro líder deve inspirar os colaboradores a serem seguidores, multiplicadores, dar o exemplo e todo o blá blá blá. Onde está este líder “trufa branca italiana”
    Reter talentos entao é o pior. Participei de dois processos de selecao de multinacionais. O entrevistador ( RH) nao sabia entrevistar, o “owner” da vaga nao tinha um “range” de negociacao para a oferta da vaga, nem mesmo sabia qual era a relacao de benefícios que a empresa oferece, (claro eu me preparei entrei na internet e vi as informacoes todas em um site de recolocacao). Será que os líderes, os gestores sabem o que está se passando lá na ponta no processo de selecao?
    Nao é obvio que o selecionador e o “owner” da vaga deva ter habilidades de negociacao? Nao só uma listinha de testes e perguntas sem assertividade?
    Quem quer talento, tem que dar a cara a tapa e colocar outro talento para esta busca e vou além quem quer talento tem que ter no mínimo uma remuneracao, plano de carreira e benefícios no mínimo atraente e compatível.
    Participo de várias palestras, socorro! Palestra virou o samba do crioulo doido. Palestra nao é show, nao é meio de sobrevivência… Tem que ter CONTEÚDO e quem faz tem que ter habilidade de comunicacao, tem que saber quem está na platéia, quem é o público alvo, qual é o objetivo…
    Quem vai liderar a gente?

  18. Gostei de sua sinceridade nesta news…mas se você tivesse participado do evento especial que a HSM realizou em São Paulo no último dia 09.11..você ficaria ….frustrado, p da vida, foi muita incompetência, uma porcaria de palestra e com quem , PHILIP KOTLER, os caras conseguiram estragar a palestra de um dos Papas do marketing…para você ter uma idéia o presidente do grupo Sr.Carlos Braga discursou o seguinte :
    “ Hoje estamos neste evento com aproximadamente 5000 pessoas, quero pedir desculpas para aqueles que aqui estão sem o equipamento de tradução simultânea e também pedir desculpas aquelas mais de 300 pessoas que estão lá fora que não conseguiram entrar, isto porque, tivemos um comparecimento maior que o os últimos anos….” você acredita nisto..
    E não terminou aí…a palestra que deveria ter 1,5 horas teve apenas 30 minutos, pois, eles terminaram antes para que as pessoas que estavam fora pudessem entrar e assistir uma parte da palestra…..
    Antonio Carlos

  19. Jordão eu não sei o nome disso, mas toda vez que leio os seus artigos tudo muda! Sinto uma vontade enorme de sair por aí e dizer tudo o que sinto vontade a todos os incompetentes que se acham gente e ocupam cargos que jamais deveriam ocupar, toda vez que leio alguma coisa que você escreve posso ver na minha frente as minhas empresas e os meus funcionários trabalhando por amor ao que fazem, e não para pagar a conta de luz do final do mês. Mas, por outro lado quando chego no trabalho recebo aquela injeção de desânimo, vejo gente que não sabe porra nenhuma de nada chegando de carrão, esbanjando boçalidade e ir fazer o que fazem todos os dias, nada! Fico puto de ver que a equipe de vendas da minha empresa não sabe nada de porra nenhuma, empurra ‘’mercadoria’’ pros clientes e promete prazos que não cumprem. Por um lado entendo que toda empresa tem que ter os seus processos pra se organizar e tudo mais, só que fico louco de não poder agilizar alguma situação pra algum cliente simplesmente porque o nosso ‘’Software’’ de vendas não permite, ora porra! Quem pagou essa merda não foi a empresa? Que loucura é essa de dizer que um computador não deixa eu vender o que o meu cliente quer e na hora que ele quer? Então eu vou a falência por causa do meu software??
    Eu acho isso tudo muita baboseira, e continuo lendo seus artigos porque é o único momento que me sinto mais tranqüilo, pois vejo que há alguém em algum lugar do mundo que vê que essa porra toda ta errada. Cara, eu acho piegas ficar elogiando, mas continue escrevendo Jordão, não conheço você não sei como você é, mas me sinto teu amigo do peito cara, essa porra ta toda errada e cada dia piora um pouquinho, só gente com atitude e coragem suficiente pra cuspir na cara de um vagabundo que mal sabe somar, vamos mudar isso, sei que assim como você sente vontade muita gente também sente, muita gente também sonha em fazer as coisas de um jeito melhor, e esses teus artigos nos aproximam cada vez mais dos nossos sonhos, um dia quando eu estiver trabalhando para as minhas empresas e fazendo dos meus funcionários pessoas felizes, eu vou te convidar para tomar um café e espero humildemente que você aceite, um grande abraço e continue bagunçando essa porra toda, manda todo mundo se fuder e continua quebrando tudo!
    Atenciosamente,
    Carlos Fagundes

  20. Você não está falando de lideranca que deixa legado. Está falando de marketing.
    O papel que Steve Jobs tem eh esse mesmo, de vendedor, de ser icone. O cara conseguiu, deu certo, a empresa dele eh a segunda maior em valor de mercado no mundo. Beleza.
    Mas chamar isso de liderança que muda o mundo? Acho q eh outra historia. Eh liderança que ganha dinheiro, e só.
    Se seu objetivo é falar sobre ter tesão pra trabalhar numa empresa… beleza. Mas essa historia de misturar isso com uma coisas mais filosóficas, do que tá deixando pro futuro… ai, meu amigo, acho que você pode estar confundindo as coisas. Sendo contaminado demais por propaganda.
    Você falou mal do Sicupira, dizendo que é um mal exemplo. Mas o cara é foda. Ele q trouxe a Endeavor pro Brasil, criou a fundação Brava, a fundação Estudar (recomendo pesquisar sobre as três instituições)… o tesão dele tá nisso, não em vender hamburguer. Isso ele faz pq a profissao dele nao é ser dono de empresa, ou vendedor, mas sim ser investidor. Compra empresa e faz crescer. E tenho certeza q quem trabalha na Ambev depois dele (e os fiéis companheiros) terem pegado o negocio tem mto mais tesao q antes. Esse cara tá deixando vários legados.
    Vc podia ter escolhido Bill Gates, que tem uma mega fundação, investe bilhoes na Africa, especialemnte em Saude… esse cara ta deixando um legado como poucos outros.
    Mas Steve Jobs? Esse só ganha dinheiro.

  21. Atualmente vivemos em ambientes corporativos de uma pobreza ética, moral e criativa sem precedentes; líderes fracos, muito mais preocupados com suas imagens pessoais e sobre como “capitalizarão” com ações discutíveis, ou o quanto serão/sairão “arranhados” por este ou aquele respingo de algo que não deu tão certo assim. Raras são as exceções e, quando surgem, têm sido inspiradoras. Desta forma, assassina-se o risco de se fazer, acaba-se com a criatividade movedora de mundos, elimina-se o significado impulsionador de pessoas, carreiras e empresas. O texto do do Ricardo é de uma clareza cristalina e que põe em nossas bocas muitas palavras que, infelizmente, muitos de nós não temos coragem de gritar!
    Um grande abraço
    Jonas

  22. Maravilhoso saber que existe Sabedoria por trás de tanta “esperteza” corporativa.
    Principalmente que muitos de nós estamos sintonizados.
    Por isto o Mundo está mudando rapidamente para se tornar um ambiente onde possamos nos conhecermos melhor, ajudar as pessoas próximoas, a humanidade e o Planeta.
    Milton
    INTELECTO CONTACT CENTER
    Curitiba – PR

  23. Jordão,
    Como sempre, mais um artigo do tipo “Quebra Tudo”. Muito boas as suas colocações, sinceridade sem querer manter as “aparências corporativas”. Gosto das tuas críticas a esse meio mundo de gente “travada” que insiste em fazer coisas que já está mais que comprovado que não tem resultado ou tem um resultado medíocre.
    Tenho aprendido muito com os vídeos, com os textos e até com o teu “francês”.
    Como disse o Leandro Bittemcourt, “Longa Vida ao BizRevolution”!

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