Falando do coração.

PERGUNTA: Ricardo, eu sou seu fã. Uma das poucas pessoas que leio e sinto que fala do coração. Escrever tanto como voce escreve, ninguem conseguiria se ñ fosse do proprio conhecimento e da alma. Sinto que você é aquele cara de elite mas que pertence ao povo. VALEU

MINHA RESPOSTA: Valeu, é isso ai, eu sou corintiano, maloqueiro e sofredor, graças e mim mesmo. 

Cara, eu olho para as elites, e vejo um monte de gente idiota. MAS, as vezes, tem algum que se salva. No meio da elite, no meio de um restaurante bacana, na Disney, dentro de uma loja da Apple, dentro de uma sala do cinemark, na livraria cultura, dirigindo um carro automático, em uma sala com ar condicionado, e um note wireless com tela de 17 polegadas com um ipad na mão e um iphone nos dedos do pé, você vê conforto, segurança, TESÃO de uma vida sofisticada, "feliz"; mas, note que em nenhum momento eu citei acima o nome de pessoas, conhecidos, amigos, seres humanos. 

E, quando você vai jogar uma pelada com a turma da fábrica, quando você come aquele pastel na feira, quando você anda de metro em São Paulo ou mesmo buzão, ou quando você anda a pé pelo centrão velho da cidade, ou quando você vai no jogo do curinthá e senta no meio dos favelados, e troca idéias com os guardadores de carros, sei lá, falta conforto, falta segurança, falta de tudo, ma, sei lá, as pessoas tem menos máscaras e são mais reais. 

O ponto da vida é você conseguir circular e ser aceito pelas diferentes tribos que existem. 

Eu pertenço a minha própria tribo. Não vivo para ser aceito por ninguém, nem nada do tipo. Não sou a favor das elites, nem dos pobres. Eu sou favor das pessoas que TRABALHAM DURO para ajudar o máximo possível de pessoas a aumentar a riqueza do mundo e descobrirmos juntos o sentido da vida e do universo. 

Que vença aquele que quer fazer a diferença. 

Parafraseando o meu próprio cartão de visita, "Lidere, Siga, ou Saia do Caminho", veja aqui

ARREBENTA!